SEGUIDORES…
Jesus não tinha povo, ele tinha seguidores.
Muitos foram convidados para o banquete e poucos compareceram. Eu pedi ao meu regente que fosse nas ruas e convidasse quem quisesse comparecer. A festa era para todos. Eu vi toda aquela gente festejando com muita alegria sem saber o motivo desta festa. Os que eu guardava no coração não vieram, porém os simples e humildes chegaram.
Como diz no evangelho onde o rei ofereceu uma grande festa para seu povo e ninguém compareceu. Ele pediu aos seus soldados que fossem pelas ruas e convidassem os pobres, os cochos e todos aqueles moradores em volta do castelo.
E assim foi feito.
Esta madrugada foram convidados os que fazem parte desta corte e com mil desculpas recusaram entrar. O banquete estava pronto com muitas guloseimas. A festa não terminou, ela continuou mesmo com a ingratidão. Muitas luzes chegaram mesmo sem convite, mas aqui não fechamos nossas portas, são bem-vindos todos aqueles que vem em nome do Senhor.
Foi uma troca de experiência e muita energia saboreada nos manjares.
Às vezes carregamos uma cruz muito pesada pela incompreensão do povo que cochicha nos calabouços da ignorância. Eles formam uma corrente tão negativa que vai fechando as portas da felicidade. Tudo para ver seu império desmoronar. Como disse Jesus: “meu reino não é deste mundo”.
Eu construí meu império e desta vez onde ninguém pode furtar ou roubar os sonhos da evolução. Não está na terra do homem encouraçado. Está onde ninguém pode alcançar e somente quem foi convidado pode entrar.
Eu olho para o caminheiro e vejo nele as respostas que preciso para atravessar os planos sem medo. Para morrer basta estar vivo e para viver basta estar morto.
No grande salão a música tocava os corações. Não havia mágoas, ciúmes ou traição. Haviam crianças adultas que se divertiam no embalo da alegria.
Na terra nós temos muita responsabilidade com a vida. Este é o fator principal de existirmos, consciência.
Eu me sentei já cansado de dançar. Aqueles pobres vinham com suas taças para fazer brindes a minha pessoa.
Eram meu povo que tanto sofreram neste reinado. A corte ficou entre as pilastras do castelo murmurando seus maus agouros enquanto o povo se divertia.
Observando esta cena eu me senti confortável para transformar este reinado em misericórdia humana. Espiritualmente eu comecei um trabalho de recartilhamento dos espíritos. Voltei por não saber amar. Voltei para mudar meu futuro.
Eu vi que a corte só tinha interesse em poderes, riquezas e menosprezo aos pobres mortais. Agora com mais amor vejo que eu não tenho povo, eu tenho seguidores das minhas entrelinhas.
Graças a Deus que agora já enxergo um pouco mais longe.
Sou livre para caminhar e por onde meu espírito estiver, ele sabe das consequências do karma.
Coragem, liberdade e caridade. Sabá.
Eu caminho por muitos lugares para poder aprender as instruções que os espíritos trazem. Na terra sou somente um doutrinador que compreendeu o que é evolução.
Agradeço muito a mãe Neiva por ter acreditado em mim. Agradeço ao Pai Seta Branca por ter me dado condições de caminhar. E assim agradeço aos mentores, aos milhares que confiam na minha jornada.
Eu não estou só, eu estou acompanhado.
Salve Deus!
A festa continuou até o raiar do dia.
Adjunto Apurê
An/Un
15.06.2026
