PAJÉ

PAJÉ
Neste momento em que nos encontramos harmonizados precisamos dedicar um tempinho para equilibrar os que ainda estão procurando um lugar para suas meditações.
Nesta visita a uma grande amiga sol fomos levar a energia do amor incondicional. Chegando em seu lar o pajé se apresentou e iria fazer um trabalho de cura. Com seu chocalho ele balançava para espantar os maus espíritos que estavam assediando o físico na ninfa.
Eu me sentei na poltrona e meus olhos queriam fechar, o meu espírito queria sair para ajudar nesta realização. Com a energia ectoplasmatica do físico iria liberar para transportar para ela.
Eu quase apaguei. Teve momentos que eu não conseguia abrir os olhos. Sabia que era por uma boa causa, porque somos irmãos de outras reencarnações.
Ao o pajé fazer a limpeza das feridas com ervas trazidas dos mundos encantados ele passava sobre as pernas. Para a cura completa temos que se preparar colocando um pano branco sobre as dores. Seria como o manto sagrado que cobriu Jesus, o santo sudário. Nós fomos consagrados com este manto ao subir do terceiro para o sétimo. Jeová branco, Jeová negro. Ouro Branco, ouro negro.
O pajé cobriu as feridas e com seu cachimbo baforava sobre a enfermidade.
Jesus em sua infinita bondade se expressa junto a nós enviando seus mensageiros do além para nos ajudar.
A força do jaguar está no amor e não na violência. Um jaguar consciente sempre vai caminhar olhando para frente, para o céu e buscar na sua sintonia a verdade que a terra precisa conhecer.
Eu assisti este ritual quase em transe espiritual. Um olho na terra e outro no céu.
Vou, esta noite, levar e trazer esclarecimento. Eu busco seguir os preceitos desta organização cristica. Como diz: somos aprendizes de feiticeiros. Modo de falar. Quando um médium se destaca de outros ele passa a portar uma responsabilidade social.
Para curar tem que estar curado, ou será sempre um médium paciente. A espiritualidade passa a não confiar nele porque teve todo esclarecimento e não absorveu nada.
Conhecimento é algo multiplicador. Como Jesus que no sermão da montanha demonstrou a realidade de sua vinda.
Eu fiquei como baliza para o pajé. Sem um ponto de luz os mentores não chegam. Ponto de luz que me refiro é o nosso sol interior iluminado.
Iluminar-se para iluminar.
Um jaguar que desconhece os poderes a ele confiado nunca receberá o bastão da verdade. É como um pastor conduzindo suas ovelhas protegendo dos lobos ferozes.
Assim foi este trabalho especial. Não houve incorporação e sim manifestação direta pela mediunidade.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
04.04.2025

Vale dos Deuses 1985