Jesus e os cachorros

Jesus menciona cachorros em dois contextos principais: na parábola sobre não dar o sagrado aos cães e na conversa com a mulher cananeia, onde os “cachorrinhos” (gentios, inicialmente) comem migalhas, mostrando que, embora os gentios não fossem o foco principal de sua missão inicial, as bênçãos de Deus não eram exclusivas, com a mulher cananeia provando sua grande fé e recebendo a cura, indicando a inclusão de todos que creem.  

Contextos onde Jesus fala sobre cães:

  1. Mateus 7:6 (e paralelos em Marcos 7:27-28):
    • “Não deem o que é santo aos cães, nem joguem pérolas aos porcos; pois os porcos pisotearão as pérolas, e os cães se voltarão contra vocês e os atacarão”. 
    • Significado: Jesus usa essa metáfora para aconselhar a não compartilhar verdades sagradas e preciosas com pessoas hostis, que as desprezariam ou se voltariam contra quem as ofereceu. Os “cães” aqui representam pessoas que não valorizam o sagrado. 
  2. Mateus 15:26-27 (e Marcos 7:27-28):
    • Jesus diz à mulher cananeia: “Não é certo tirar comida das crianças e jogá-la aos cachorros”. 
    • A mulher responde: “Senhor, é verdade, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos”. 
    • Significado: Jesus inicialmente restringe sua missão aos judeus (“as crianças”), mas a mulher, uma gentia (“cachorrinho”), demonstra grande fé, aceitando as “migalhas” das bênçãos. Jesus elogia sua fé e cura sua filha, mostrando que a salvação e as bênçãos são para todos os que creem, superando barreiras étnicas. 

Em resumo: As referências de Jesus a “cães” são quase sempre figurativas e contextuais, usadas para instruir sobre o discernimento espiritual ou para ilustrar a inclusão de todos os povos (gentios) na graça de Deus através da fé, como visto na mulher cananeia. 

Vale dos Deuses 1985