SENHOR! SENHOR!
Neste atendimento espiritual a um jovem que tinha um problema de adaptação na sociedade.
Ele era muito tímido e não se envolvia com os demais. Seu nome era José e esta dificuldade afastava as outras crianças.
Ao chegar nesta igreja católica apostólica romana, o padre brincava com as crianças. Estavam jogando bola, mas José sentado observando com um sorriso de querer se juntar, mas algo o prendia no banco.
O padre de batina preta era igual aquelas crianças gritava chamando atenção para o jogo. Chamava José e suas pernas queriam levantar, mas não tinham forças.
Ao chegar perto eu observei que era um problema emocional. Aquele menino tinha uma disfunção espiritual. Sua mente estava bloqueada.
Assim na terra como no céu. O emocional desta criança sofreu um choque emocional tão grande onde foi indesejado pelos seus pais.
Minha missão era levar a cura espiritual. Me posicionei nas suas costas. Com a mão esquerda levantada e com a direita em direção a sua nuca, a energia em forma de luz era transmitida em sua aura.
Era como um passe espiritual. O padre chamava José para brincar junto. Este bloqueio atingiu suas pernas que se atrofiaram emocionalmente.
Ao desencarnar levou esta dor em seu espírito.
Eu tenho visto muitos espíritos atrofiados e modelados pelo ódio. São nossos irmãozinhos que sofreram discriminações pela sociedade.
Enquanto o padre erguia sua batina para correr, eu trabalhava para curar o menino.
Eu não podia ser visto, mas me sentiam. A nossa energia, ainda presa à humanidade, é pesada. Mesmo estando em espírito no plano dimensional nós carregamos nossas chagas. Vocês não podem imaginar o quanto é necessário ter consciência dinâmica. A energia do espírito encarnado é muito importante para a cura dos desencarnados.
Se eu não tivesse esta energia ectoplasmática, não poderia fazer o que faço. Dêem Graças a Deus por estarem encarnados e preparados para a transição da nova era.
Mesmo não sabendo para onde vão, os mentores guiam suas missões.
Ontem em uma visita, uma mulher desencarnada veio ao meu encontro.
_ Eu sou a mãe dele!
Eu não podia falar para não constranger o círculo familiar, então guardei comigo. Porém começou uma dor tão intensa nas minhas costas que parecia atingir meu pulmão.
Eu queria poder falar, mas muitas vezes não se deve abrir um caminho fechado.
Estes reencontros são necessários para fazer a troca de energia. Os humanos são como uma usina de forças que precisam ter o domínio de suas funções vitais. Já muitos espíritos não têm desta energia e ficam presos ao círculo vital sugando até a última gota.
Ainda bem que nossa energia é renovável. Quando alimentamos nossos corpos físicos com os manjares da terra, tudo se transforma em energia. Se deixarmos de nos alimentar, nós nos enfraquecemos.
Assim é também com os espíritos. Sem energia não conseguem caminhar.
O padre gritava como aquelas crianças. Era mais um menino no meio da brincadeira.
Ao aplicar a cura eu vi que o menino começava a mexer com suas pernas. Agora era com ele.
Ao fechar meus olhos para o céu eu abri na terra. Eles estavam tão secos que as pálpebras grudaram. Lavei com água do pai Seta Branca para amenizar a secura.
O corpo físico sofre com a ausência do espírito. Vejam no caso de tia Neiva que teve seus pulmões atingidos com os transportes espirituais constantes. O corpo fica largado as intempéries climáticas a mercê das complicações físicas.
Aqui nós somos mestres. Quer dizer: somos instrutores que representam o vale do amanhecer.
Sem conhecimento não enxergamos a verdade.
A evolução vem do conhecimento científico e espiritual.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
27.10.2026

