FAMÍLIA GALVÃO
O nome veio do galês antigo Gwalchmei, passando pelo inglês Gawain (o famoso cavaleiro da Távola Redonda, sobrinho do Rei Arthur). Significa “falcão de maio” ou “falcão branco”.
Neste retorno ao passado que faz parte do meu presente as raízes se perderam pelas reencarnações. Como Arthur de Lancelot, eu criei os cavaleiros para proteção do reinado.
Meu reencontro trouxe muita luz para esclarecer do ponto de vista espiritual as ligações temporais.
O patriarca era um bom homem, muito respeitado na corte. Ele se mantinha dentro dos laços familiares como: o senhor.
Sentado no seu trono com duas estátuas negras de animais como guardiões da casa.
Um nobre entre nobres.
Ao visitar esta família, reconheci um homem de meia idade que era cego de nascença. Era cego que via tudo pelo seu espírito.
Quando ele me viu chegar foi me acompanhando até que eu me sentei à sua frente:
_ Eu estava te esperando há muito tempo! Seus olhos são preciosos que ligam dois caminhos!
_ É, meu irmão, os teus foram fechados na terra, mas abertos no céu!
Ele baixou sua cabeça em sinal de respeito.
Naquela vida ele perdeu sua visão em um combate para defender o reinado.
_ Como vão todos?
_ Arthur! Quais são seus planos, agora que voltou?
_ A verdade que eu não tenho planos! Estou muitos anos à frente do passado! Eu só vim para me reconhecer!
_ Que seus olhos registrem pelo seu coração!
Como eu tinha que seguir nesta viagem, meu tempo era bem escasso. Pedi licença e fui desbravar os laços familiares que ficaram registrados.
Nossas raízes, nossas origens. Sim, tudo é continuação. São os segredos dos espíritos.
Eu me diverti muito com esta família. Eles eram alegres e não tinham medo da realidade.
A matriarca, sempre em pé ao lado do seu marido, observava a sua família. Os poucos descendentes diretos ainda encarnados lutam para sobreviver ao mundo material.
Muita diversão com jogos e brincadeiras. Vou dizer assim: sem celulares e sem internet.
Todos em harmonia.
A vida paralela é surpreendente. Eu estou ligando os caminhos através da consciência.
O que eu vejo muitos não vêem e o que muitos vêem eu não vejo.
Cada pessoa tem a sua missão. Tem o seu lado místico. Tem a sua identidade com a terra.
Preservar os costumes é manter seus pés na terra. Pés no chão e cabeça nos céus.
Voltei a falar com o ceguinho. Coloquei minha mão direita sobre seus olhos e invoquei a luz cristica de Jesus. Foi como um clarão e ele voltou a enxergar. É Jesus, meus irmãos, é Jesus.
A ligação do irmão cego comigo estava me trazendo preocupação com meus olhos físicos.
Eu não poderia deixar ficar neste estágio de sofrimento. Tudo pelo amor.
Aquela luz que curou foi vista nos mais distantes lugares. Eu não sei dizer se foi algo planejado ou simplesmente aconteceu.
Nós nos acostumamos a sofrer. Os efeitos kármicos são testes de evolução.
Eu busco a minha verdade. É como semear em cada coração um pouco de fé. Abrir as mentes atrofiadas pelo tempo e retroceder pelo espaço em busca da realidade.
Assim foi este reencontro. Uma parte da minha família espiritual.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
21.09.2026

