CLARA E FRANCISCO
Foi a coisa mais linda que já vi.
Onze Freitas de hábito branco chegaram a serviço de nosso pai Seta Branca.
O templo ainda estava fechado pelo horário da terra, mas no plano espiritual eu fui abrir.
Eu vou descrever como aconteceu.
Ao chegar no templo espiritual era como uma Igrejinha, muito simples, muita gente procurando a cura, as palestras evangelizadoras que os missionários traduziam em palavras eram como raios de luz.
As onze estavam sentadas em um toco de árvore que servia como banco. Seus hábitos brilhavam tanto que ofuscavam a minha vista.
Ao abrir esta casa de Deus elas foram convidadas a entrar e tão logo de ajoelharam em frente ao pai que as recebeu como Francisco de Assis.
Foi algo muito além das nossas mentes.
Nós estamos acostumados a ver a vida sob o efeito da reencarnação, agora ver a vida pelo espírito é sobrenatural.
Ao deixá-las bem à vontade na casa eu fui vestir meu uniforme de jaguar. Muitos uniformes sem dono, largados pelos caminhos.
Achei em meio aos demais o meu, porém quando observei era de apará.
Apará meu filho, apará.
Logo está mensagem preencheu as lacunas do meu coração.
Tirei respeitosamente o colete e o dobrei para resguardar as energias do dono dele.
Atravessando as barreiras do impossível, eu busco a integração com os mundos de Deus.
O resultado destas viagens é o aprimoramento espiritual.
Ao subir pela pequena nave e chegar na grande, eu vi muitos missionários dando instruções aos recém chegados. Tudo em nome do amor.
Seta Branca é amor incondicional que não está condicionado somente a nós jaguares.
Em suas roupagens ele caminha por onde deixou seus rastros. 32 mil anos trabalhando para destravar o conhecimento científico espiritual.
Enquanto as missionárias cantavam louvores ao Cristo Jesus eu atendia a rumba de espíritos que estavam chegando.
Quem canta seus males espanta.
Eu controlava tudo com o pensamento.
A verdade é que ninguém vê a realidade que se esconde aos olhos físicos. Taparam os olhos para o karma fazer seu papel.
Quem conseguiu abrir seus olhos tem o grande privilégio de unir a terra com o céu.
Aquele canto era um doce encanto que suavemente entrava pela audição.
Foi uma consagração especial. Foi como uma unificação de duas ou mais correntes de ajuda.
Os planos luminosos estão se unindo para trazer à terra o Messias, o filho de Deus, o nosso cordeiro universal.
Aquelas missionárias eram como anjos a preparar o caminho do Mestre.
Ao voltar para a casa, templo, o movimento de espíritos era enorme. Com suas mãos estendidas buscavam o pão nosso espiritual.
Assim consegui descrever o pouco que pude trazer. No despertar da consciência vou reunir os três reinos para elucidar os filhos deste abenegado pai de todos nós.
Os Capuchinhos precisam assentar suas bases cristicas em solo sagrado.
Eu preciso conduzir o que me foi pedido.
Só Deus pode impedir que a terra seja atingida pelas catástrofes.
Existe um limite para tudo e para todos. Quando um espírito já está preparado para seguir sua marcha evolutiva, ele parte com seu merecimento.
Ele mesmo decide seu caminho, se fica ou se vai.
Voltei.
Graças a Deus que me aceitou do jeito que sou: um simples doutrinador.
Resumindo tudo nesta escola de Mayanty, não se pode iludir as mentes e nem os corações como querendo que eles sejam. Cada qual tem o seu rosário, a sua fé e a sua crendice.
Ninguém pode carregar uma cruz que não lhe pertence.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
09.09.2026

