MORTE
Eu quero a morte dele. Eu estou destruindo a vida dele. Ele vai pagar pela mesma espada.
Ontem foi um diálogo cabuloso entre eu e os espíritos que chegaram aqui. É referente a um encarnado que vive por viver.
Quem se meter nesta cobrança vai arrastar para si estes compromissos mal resolvidos.
Ao chegar na oficina eu abri o assunto e foi uma explosão de sentimentos ruins, porque a cegueira kármica não deixa transparecer a verdade.
A dívida é dele e não minha, mas Seta Branca como pai Francisco de Assis não quer perder seus filhos amados que desconhecem o princípio superior.
Nesta luta desalmada que se forma dentro do coração é como nadar contra a maré. Se não tiver alguém no leme com experiência absoluta da vida, a morte chega no compasso da espera.
Eu não posso ajudar, mas os mentores podem. Tudo porque eles não pertencem à terra. São espíritos superiores. Abrem o portal, descem, fazem caridade e voltam.
A nossa caminhada na terra é uma sequência de aprendizado. Tem os que aprendem, se dedicam e auxiliam. Tem os acomodados que sentam e esperam a vida passar. Nada fazem para eles mesmos.
Se vocês soubessem o quanto é triste viver sob uma eterna cobrança milenar sem ter uma luz para iluminar as noites tristes que nós mesmos provocamos.
Este homem teve uma das encarnações mais bárbaras de sua trajetória em Roma.
Aqueles destruídos pela espada voltaram como elítrios. Atuam de forma vingativa.
Um deles que vi está na cabeça. Os demais atuam puxando correntes negativas formando um quadro obscuro.
Eu fui atingido pelo ódio deles só porque estou perto dele. É um amigo que considero muito.
Não tem conversa razoável e nem raciocínio lógico. Deturpação mental.
Principalmente deste elítrio da cabeça.
Ao oferecer ajuda eu senti as barreiras do não. Ele terá que procurar ajuda. Este é o compromisso dele com Deus.
O problema é que a cegueira kármica não abre portas e sim fecham cada dia mais.
O resultado será a perda da encarnação.
Eu respeito muito os compromissos que cada um assumiu nesta caminhada para a compreensão.
A verdade é que ninguém quer conhecer a verdade.
Já estão tão acostumados a viver no sacrifício que não sentem mais as ferroadas. São como couro de jacaré.
Para este destino, somente uma intervenção do céu.
Que o bom Deus o liberte.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
18.09.2026

