ABRINDO CAMINHOS

ABRINDO CAMINHOS
Da fé católica ao ateísmo cristão.
Recebi a visita de um espírito que perdeu sua fé em Deus. Tudo porque sua porta se fechou à sua frente.
Foram muitas horas neste desafio para iniciar um diálogo a respeito da religião, porque ao desacreditar em si mesmo a sua vida estacionou.
Deixei-o bem à vontade, mas ele queria saber porque a diferença de sua vida com a minha. É a velha história da grama verde, ele só via a colheita, mas não via a plantação. 50 anos plantando amor para hoje colher os príncipes encantados.
Enquanto ele resmungava suas dificuldades eu ia transmutando em conhecimento aquela energia negativa.
Até naquele momento não abri o meu verbo em respeito a sua condição de sofredor.
Como ele já estava mais manso e pacífico eu comecei a sua sabatina. Comecei pela sua origem religiosa e fui delineando com a minha. Eu também fui católico, apostólico romano, porém o chamado foi mais forte que a crença. Todos crêem em Deus, mas com a falta de oportunidades acabam se afastando da verdade.
Minha esposa estava comigo neste caminho. Ela só observava e nada falava. Era eu como doutrinador instrutor que poderia mudar este quadro.
Demos hospedagem ao visitante. Foi o início da transformação.
Quando eu vi que ele estava aberto a doutrinação eu puxei as energias do esclarecimento.
Primeira fase, acalmar o coração.
Segunda fase, dar tempo ao tempo.
Terceira fase, alimentar pelos olhos o coração.
Quarta fase, o discípulo estava pronto.
Agora sim, a verdadeira obra espiritual começou com a relação entre a minha missão e a missão dele. Comparação para não deixar perder o encanto.
Nós, instrutores, temos uma vida ilustrada pela vivência cristã. É aí que mora a chave da evolução, ensinar o caminho.
Eu abri o meu verbo discretamente para não ofender a sua linguagem. Quem perde a fé perde o bom senso.
Eu também passei pelos espinhos da coroa e venci a minha insatisfação. Também colhi as rosas com minhas mãos sangrando. Cultivei a minha condição espalhando a concórdia imaculada do céu.
Quando percebi, o homem estava vidrado em mim e se eu lhe dissesse: venha e me siga, não precisaria de uma segunda chamada.
Assim foi. Eu tirei a sua triste insatisfação e comecei a destrinchar seu rosário de dor. Agora era amor.
Este encontro foi com um espírito vivo. Vivo que eu sempre falo é porque ainda está encarnado.
No final desta contagem ele começou a mudar a sua vibração. Não era mais o pobre coitado, agora era um lutador pelas justas causas.
Como é bom quando conseguimos dar um start na vida de alguém. Não é somente colocar seu uniforme, mas saber usar o dom das palavras para mudar as faixas das dificuldades.
Caridade sem idade.
Graças a Deus eu consegui em curto tempo mudar o coração deste espírito. Agora já apto a receber as pérolas do astral superior, eu fechei esta porta e trouxe minha ninfa junto.
Nós mesmos criamos as nossas barreiras. Temos que ter sabedoria para destrancar os caminhos. Não é desistir quando fecha a primeira porta. A luta pela sobrevivência é constante e motivadora. Coloquem sempre a esperança como meta. Eu nunca desisti da minha luta. Mesmo tendo sofrido as intempéries do meu karma eu venci a minha história que hoje conto como sendo uma porta aberta que muitos passam.
Deus me deu uma condição de exemplo para edificar o pensamento.
Eu custei muito a acreditar na verdade e somente o tempo me doutrinou.
Estes são os impactos que a vida nos cobra. Somente a dor consegue acalmar os desejos.
Eu vou, mas eu volto.
Ao terminar esta sessão doutrinária, ele, o espírito já estava prontinho para me seguir. A humildade é um caminho de luz.
Não queiram ser generais sem antes serem soldados. Hierarquia doutrinária se conquista com o tempo, com conhecimento e com o suor do corpo.
Tem jaguares que nunca sairão da cobrança. Nunca, porque nada fazem para mudar seu padrão espiritual. Tia dizia: missionário das obras prontas.
Tia Neiva foi uma mártir no comando desta grande nave. Se eu contar o quanto ela sofreu fisicamente para implantar esta obra na terra, poucos acreditariam. Em 30 anos de uma vida exclusiva para a doutrina, ela conseguiu o impossível.
Sempre espelhem-se nesta mulher guerreira, sempre. Ela não desistiu na primeira porta. Ela foi à luta.
Coragem, liberdade e caridade.
Está tudo certo.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
08.09.2026

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