PADRINHO

PADRINHO
Quem tem padrinho não morre pagão.
Nesta viagem eu assisti uma violenta tentativa de aprisionar espíritos que estavam em um posto de atendimento. Era um albergue que apesar de estar separado do sistema tinha muita proteção. Era um entreposto que dava assistência aos recém desencarnados que não tinham merecimento algum.
As poucas chamas acesas davam aspecto de penumbra, mas era para não serem descobertos neste mundo sem fim.
De longe eu vi a incursão dos bandidos do espaço. Eram como lobos famintos que não tinham amor e nem piedade. Para eles, o que importava era fazer escravos.
Sentei no alto com meu cavaleiro nas minhas costas, minha proteção. Olhando pela fenda eu observei dentro daquele albergue e os espíritos em diversas condições de evolução ou involução se protegiam das vibrações destes cavaleiros milenares. Uns nem roupas tinham. Outros com calças rasgadas. Era o pouco que nesta última encarnação obtiveram.
Não havia padrinhos ali. Estavam, como digo, a Deus dará.
A única proteção era uma senhora com hábitos pretos a rezar. Sua fé era tanto que criou uma barreira intransponível contra o mal.
_ Vamos rezar meus filhos! Rezem para não serem prisioneiros desta terrível falange!
Esta missionária viveu muitos anos na condição de filha de Maria em um convento na terra. Já estava acostumada a viver isolada. Pediu como missão nos mundos espirituais e lhe foi concedido este lugar para continuar ajudando as almas falidas.
Eu não tinha como ajudar a impedir este ataque. Se aparecesse quem estaria em perigo era eu.
Mas observando aquele mundo eu vi na fé da freira que ela tinha muitos padrinhos. Aquela coroa que se formou dos anjos e espíritos Santos não permitiu que nenhum dos asilados fosse pego.
Só se ouvia os berros dos bandidos fazendo algazarra. Eles metiam medo para que alguém saísse da coroa de proteção e assim fosse preso.
Eu vi como a coroa de Cristo. Uma proteção espiritual.
Geralmente espíritos sem padrinho são presas fáceis de serem aprisionadas.
Nós do amanhecer temos muitos padrinhos nesta missão. E não somente na terra, mas também no céu.
Tudo isso conquistado pelo trabalho de caridade.
Quando deixamos a morosidade tomar conta da fé nós podemos estar sendo irradiados por estes espíritos caçadores.
De onde estão eles conseguem atingir nosso plano físico. As únicas barreiras que temos são o sol e a lua.
“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, do sol e da lua”.
Nós estamos sempre pronunciando esta chave iniciática.
Quando invocamos a proteção recai sobre nossas auras. Vejam bem, racai e não nasce do sol interior. Tudo porque ainda estamos na fase inicial da evolução da consciência.
Eu tenho lutado muito comigo mesmo para aumentar a minha fé. A vida missionária é um caminho diferente. Na terra estamos acostumados a viver o dia e a noite, mas no mundo invisível tudo muda em instantes. É como viver o céu e o inferno, porém sabendo diferenciar os valores. São caminhos desiguais. Por isso não devemos acender duas velas.
Meu cavaleiro me trouxe embora. Era para somente registrar esta batalha. Logo ao sair ouvi uma grande explosão etérica. A luz foi tão forte que clareou aquele mundo. Não tive coragem de olhar para trás. Lembrei da mulher que virou estátua de sal.
Viemos embora descendo calmamente.
Após esta ocorrência a paz tomou conta. Eu não vi, mas senti no coração.
Meu cavaleiro, um grande missionário, com alguns metros de altura protegia minhas costas e minha aura.
Não tive tempo de agradecer sua proteção. Quando dei por mim estava levantando do meu leito.
Graças a Deus temos muitos padrinhos.
Seta Branca é quem mais tem feito por todos. Lembram quando ele disse: quero ser como um grãozinho de areia para caber em vossos corações.
Humildade, tolerância e amor. Eu vejo que é como uma guerra entre dois compromissos: personalidade e individualidade.
A personalidade não perdoa e a individualidade paga seu preço.
Assim na terra como no céu, disse Jesus.
Hoje temos muitos guerreiros no amanhecer que se dispuseram a batalhar contra seus próprios irmãos.
Irmãos da terra, amai-vos uns aos outros.
As disputas pelo povo está destruindo a nação jaguar. Estão tão perdidos que se tornaram joguetes das ilusões.
Quando estes bandidos do espaço não conseguem destruir algo ou alguém eles ficam vibrando de longe. Esperando um deslize emocional. Quando alguém perde a fé ele abre caminho para se destruir.
Ali os espíritos entram e fazem seus alaruês.
Por isso a terra está tão negativa. A maldade que estava esquecida no coração acordou. Muitas mortes sem motivo aparente, a não ser um reajuste kármico por uma jura transcendental que poderia ser evitada pelo perdão.
Nos ensinaram a pedir perdão, mas não nos ensinaram a perdoar.
Quem aqui conseguiu perdoar seus algozes.
O único que eu conheci foi Jesus. Eu estive em gólgota, eu presenciei o que é um martírio. Um homem inocente que foi humilhado e não se levantou contra seus legítimos irmãos.
Por isso quando olho para a imagem de Jesus meu coração chora. Nós perdemos um caminho de amor incondicional.
Chegou agora de madrugada uma jovem que se diz alma gêmea. Ela está esperando seu grande amor chegar no templo.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
03.09.2026

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