MUTUPY
Neste mapa tem coordenadas da nossa Amazônia dos pontos que se ligam a vários contatos Interstelar.
Eu fui conhecer este oceano verde e só não me perdi porque o mutupy orientava minha viagem.
É a coisa mais incrível dos registros históricos que neste mapa estão marcados.
Neste mostrava os lugares magnéticos da terra e na Amazônia tem um em especial.
De repente uma correria dentro das matas densas. Começou com um pequeno barulho e veio aumentando para meu lado. Eu não esperei para ver.
Olhei no mutupy onde marcava a entrada para um esconderijo subterrâneo. Há! Como eu corri. Espiritualmente eu sentia um grande perigo.
Cheguei na boca de uma tampa de ferro. Não sei como entrei, pois eu estava apavorado com algo desconhecido. Adrenalina espiritual. Meu corpo fez a transferência para meu espírito. É como uma transfusão de energia necessária para energizar o espírito.
Desta vez meu físico fez a diferença.
Entrei no buraco e ao fechar a tampa tudo escureceu. Parei e dei um tempo para meus olhos se acostumarem com a ausência de luz.
Aos poucos foi começando a clarear. Haviam inscrições nas paredes que não entendi o significado. Eram riscos com desenhos antropológicos. Algum tipo de registro.
Eu fui descendo e cada vez mais fundo. Na visão espiritual nossos olhos são como lanternas fluorescentes. Eles enxergam o magnético de algum tipo de ferramenta que foi usado para imprimir na pedra.
Nas profundezas da selva a vida era espantosa. Eu pensava: como irei voltar sem enfrentar as feras. Muitas vezes o medo prega peças de coisas que você não vê, mas a mente cria situações embaraçosas.
Nós somos nossas próprias assombrações.
O medo do desconhecido é fator de segurança. A minha insegurança foi de não ter esperado para saber o que era aquele barulho nas matas.
Uma cidade subterrânea esquecida no meio do nada. As árvores balançavam como ondas do mar sopradas pela força das morças.
Lá dentro era um clima bem equilibrado. Talvez por estar em meio às pedras cavadas. Seriam os Tumuchys que escavaram este lugar?
Porque para um ser humano é muito difícil e trabalhoso abrir uma cratera desta imensidão e para onde foram as terras retiradas. Ou já existia alguma falha geológica aqui. E porque tinha uma tampa circular na entrada!
São perguntas sem respostas.
Só o tempo irá traduzir esta viagem. Enquanto eu me aprofundava para o interior eu ia observando as inscrições talhadas nas pedras do Cráton Amazônico.
Somente algum tipo de máquina para inserir registros nestes cristais.
Quanto mais curiosidade eu tivesse, mais me aprofundava na caverna e a claridade ia aumentando. Talvez pelo reflexo nos cristais, a noite parecia dia.
Já estava na hora de voltar. Um leve puxão me trouxe para casa.
Não passei por dentro das matas. Eu só me vi aqui.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
13.08.2026

