GRANDE AUDITÓRIO
Meu Deus! Que Jesus esteja em nossos corações e que o grande Jaguar Simiromba de Deus olhe por todos nós.
Nesta viagem cheguei em um grande auditório onde o céu era a cobertura. Era muito grande e cabia tanta gente que eu fiquei abismado. Eu fui convidado com as honras de emitir a prece que Jesus nos ensinou. Eu olhava para aquele céu e via as estrelas brilhando.
Comecei a emitir a prece e ao final muitos aplausos ecoou no salão. Reconheci muitos, que ali estavam transportados em suas prestações de contas.
O calor das emoções fizeram mudar o panorama do céu. As estrelas começaram a se movimentar e se aproximar. Eu não conseguia deixar de olhar.
Elas foram tomando formas de grandes naves. Seriam as nossas estrelas começando a vibrar?
A última chamada.
Aquele auditório livre das amarras da terra era como uma rodoviária. Era o início da partida existencial.
Agora os olhares eram para cima. Eram para o penhor da divindade.
Eu fiquei encantado com o dossel sobre este lugar. Eu vi como Deus é grande em sua infinita bondade.
O povo aplaudia o espetáculo das estrelas. Daquelas naves que estavam chegando.
Inacreditável! Inacreditável!
Cada estrela tinha seu registro dentro desta magia que nos trouxe as grandes iniciações.
Eu não sei descrever esta grandiosidade. Somente o Senhor do universo pode nos esclarecer. Somos pequenos faróis desiguais. Somos a individualidade baixada neste mundo. Aqui a desindividualização aconteceu onde as famílias se reuniram para o último adeus. Cada qual prestaria contas de suas ações, de suas juras transcendentais.
Eu me sentei no banco para observar aquela movimentação. Eu voltei meus olhos para o horizonte, para o firmamento colossal e via a multidão extasiada batendo palmas.
O céu não tem limites.
O universo se expande e ninguém vê. A terra gira em dois sentidos e ninguém percebe.
A transição do atual sistema batendo no solar das famílias espirituais. Há uma composição sistemática neste enredo: dois mil não passarás.
Vendo isso eu voltei. Voltei para minha terra de mil e umas noites. Cada noite, cada dia, eu me desprendo pela cortina que separa os planos. Eu tive medo, tive receios de morrer, mas quando se tem domínio sobre a nossa existência tudo faz sentido. Agora eu atravesso o meu medo com a coragem de viver.
Que os mortos enterrem seus mortos.
Disse Jesus.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
12.08.2026

