JULGAMENTO
De repente foi feita uma chamada espiritual. Eu e minha ninfa fomos convidados pelos Aganaros para libertação ou condenação desta ninfa lua.
Nossos olhos não conseguiam ficar abertos e tão logo eu fui primeiro para este tribunal especial. Minha ninfa chegou em seguida para representar a condessa. O tribunal já estava formado e faltava a defensoria. Me chamaram para defendê-la. O promotor, também um jaguar, fazia a preleção das acusações. Porém ele também estava envolvido neste caso.
Como um promotor vai acusar alguém que passou pela sua vida.
Assim que ele fez sua fala eu comecei a me preparar e trouxe os resquícios de uma vida sofrida. Esta ninfa sofreu as barbáries do seu destino kármico.
Não foi difícil esclarecer ao sistema sobre seus deslizes. Tudo já fazia parte do seu destino. A única objeção foi ter largado sua evolução para cair na tentação da prostituação.
Eu consegui reverter sua situação e absorver seu espírito.
A maioria dos membros desta corte sentiram as minhas palavras, até porque como presidente deste templo eu acompanhei a situação dela.
Foi e está sendo um caminho difícil de muitas provações para ela. Como encarnada tem suas aventuras sem consciência da verdade.
Eu ensinei o respeito e o perdão. Ensinei tudo para abrir seus olhos, mas o destino é como um doce amargo que faz a vontade da guloseima, mas ele um dia acaba e vira um fel.
Quando acabou o julgamento, às 13 horas, voltamos para casa. O Tribunal se desfez.
Agora liberta deste compromisso eu espero que sua consciência desperte a voz de Deus. Desta vez foi liberta, mas e quando eu não estiver por perto.
Minha ninfa voltou comigo e nos levantamos do leito com muita energia. Acabou a leseira.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
04.08.2026

