MISSÃO É MISSÃO
Não se pode brincar de ser missionário. Ou você assume que é ou vai viver a sua vida.
Chegou nesta noite uma ninfa deste amanhecer que veio limpar o templo espiritual. Na terra não ergue uma palha e seu espírito está contrariado com sua matéria. Mas como é teimosa. Eu falei para agir assim, mas quis fazer tudo diferente. Eu não forcei. Eu a deixei fazer para ela se libertar de uma falange de cabeça. Cortei uma ripa em cruz para raspar o chão que deveria ser maleável para não cansar muito. Ela foi e modificou para ficar mais pesada. Assim foi raspando o solo sagrado para retirar a crosta que fica depositada nos atendimentos.
Deixei ela e fui para outra missão. Era um enorme barracão que servia como um templo. Estava tudo apagado. Eu entrei e vi os vultos passando de um lado para outro. Fui até o fundo para saber o porquê estavam ali.
Parei como se fosse uma porta que dava para um córrego atrás onde tinha uma comunidade. As pessoas me viram parado e saíram correndo com medo.
Ao me virar eu dei de cara com um jovem sentado em uma cadeira de rodas. Ele estava travado como se seus músculos estivessem atrofiados. Seria como um apará que dá passagem a um espírito sofredor. Eu vi que ele foi esquecido ali. O templo mudou de lugar, porém os espíritos não foram juntos.
Minha missão era atender este irmão. Com muito amor eu comecei o trabalho. Aos poucos foi recobrando sua mobilidade. Suas mãos, seus pés, tudo foi tratado pela energia luminosa. A luz era azul bem suave que vinha do canal sensorial.
Todos que viram aquele espírito chegar neste estado lamentável, agora viram ele sair andando.
Aquele barracão vai ficar um bom tempo como foco de atenção para os espíritos. Podem ter feito o levantamento das forças do amanhecer, porém os espíritos ainda têm este endereço como base para atendimento.
Não registraram a mudança de local.
Ao voltar para o templo, a ninfa já tinha abandonado a limpeza pela metade. Eu somente observava a falta de responsabilidade, a falta de consciência.
Paguei aquele rodo e terminei a limpeza.
Aqui temos uma vantagem. Quando chove o povo das águas lavam o templo. O povo das matas trabalha para cuidar do templo espiritual e físico, mas há necessidade de dar uma pincelada para retirar folhas e ciscos que o povo de Aruanda sopra pelas matas para concentrar as energias para os trabalhos.
É muito difícil quando não compreendemos a nossa missão. Temos que nos integrar com muito amor e respeito.
Eu não forço ninguém a seguir o meu caminho. Eu quero que todos assumam as suas missões. Responsabilidade com suas evoluções.
Assim foi mais duas missão.
Graças a Deus!
Viver sem conhecer ou morrer conhecendo.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
02.08.2026

