50 ANOS ATRÁS…
Nós só podemos viver do passado, pois o futuro ainda nos aguarda. Foi um tempo que ficou dentro da história. Muitas pelejas, muitas decisões, muitas conquistas e uma delas foi ter encontrado este amanhecer que muito me fez bem.
Meu contato foi no tempo militar, batalhão da guarda presidencial, Brasília em 1976 com a morte de um companheiro de farda. De lá para cá, a minha vida mudou dentro do conhecimento espiritual. Eu era bem rude e tinha medo dos espíritos que desde jovem me rodeavam. Eu acho que era de família, pois meu avô tinha mediunidade, meu pai também tinha, porém naquele tempo era muito complicado assumir pois a sociedade era pagã no conhecimento espiritual.
Esta noite eu voltei onde tudo começou em Brasília. Era um prédio e eu esperei dentro do elevador um velho companheiro de trabalho. Pelo que vi ele está preso neste local. Ao entrar eu o cumprimentei e logo me reconheceu. Velhos e bons tempos. Foi uma conversa de poucos minutos, mas foi importante arrastar este espírito da sua prisão emocional.
Um capote velho, mas continua sendo o mesmo de ontem com sua garrafinha de whisky no bolso.
Eu reconheci sua imagem, mas não lembrei no momento de seu nome.
Era um profissional que, juntos, trabalhávamos atendendo o GDF. Nosso encontro foi na agência de publicidade de um Jaguar em 1977. Ludovico, agora lembrei do seu nome.
Os velhos amigos ainda permanecem na nossa história.
Nós, como disse, só podemos relembrar do passado. Muitas vezes temos visões do futuro que a Deus pertence. É uma consciência abstrata que se forma por energias transmitidas pelos desejos humanos. São como sonhos: eu vou comprar, eu vou fazer, eu vou construir. São energias da transformação.
Uma vez, há muito tempo atrás, eu na minha singularidade vi uma grande metrópole onde os carros eram aéreos. Voavam de um lado para outro e vejam agora, tudo começa a tomar forma. As invenções já estão saindo do forno.
Nós podemos viver o nosso futuro dentro das expectativas do plano espiritual. Nossos mentores vêm de um mundo super avançado para ajudar na transição planetária. Eles já viveram este período de escravidão e de libertação. Hoje são espíritos livres das amarras.
Nós estamos no passado deles, entenderam! Por isso a preocupação deles com a nossa evolução.
Se nós falharmos nesta caminhada eles também ficam presos ao compromisso. Mesmo não interferindo diretamente na nossa memória astral, eles têm planos para nos elevar na condição de supremacia.
Enquanto eu ouvia o companheiro eu trabalhava sua mente. Muitas vezes os espíritos não querem ouvir, querem falar. Eu os deixo se comunicarem para desafogar suas lágrimas de alegria ou de tristeza. Ser um médium não é só participar, mas se comunicar.
Quando não temos paciência para ouvir os espíritos, eles saem revoltados e não sobem. Quando os ouvimos, eles se alegram e partem com esperança de um dia ter podido se expressar.
É como um ser humano que carrega suas dores e precisa desafogar suas lágrimas com alguém, com um amigo, irmão ou sua família.
Assim na terra como no céu, disse Jesus. Então porque não compreender as palavras do Mestre que deixou suas mensagens a mais de 2 mil anos atrás. Até hoje ainda é um paradigma entender o evangelho vivo e resplandecente.
Eu não forcei o espírito a seguir comigo. Eu só conversei com ele sem forçar a minha convicção missionária. Nem todos estão preparados para seguir um caminho desconhecido. Preferem as velhas tradições a que enfrentarem um novo desafio.
Os seres humanos se acomodaram na terra e isso está causando um processo de transformação planetária. A terra começou a mudar sua paisagem para mostrar aos encarnados que tudo vai se modificar.
Ninguém mais está procurando um caminho que os leve a desmistificar seu mundo. Pararam na religião que não avançou desde a passagem de Jesus para a eternidade.
Os avanços tecnológicos superaram a religião e não sabem que a ciência espiritual é responsável por esta transformação. Grandes cientistas desceram para confrontar a religião da ciência. A terra de 60 anos atrás não é a mesma de hoje. Observem e descrevam com suas memórias a realidade.
Eu trabalho em dois mundos diferentes. Isso é ciência ou religião?
Como disse Seta Branca: nós temos vidas em dois planos. A religião não explica e a ciência começa a compreender.
Mil anos nos separam da verdade suprema. Sim, Seta Branca vive a mil anos à frente de nossas conquistas. O amanhecer, da terra, parou no tempo procurando viver do pouco que sobrou. O amanhecer espiritual já está muito além dos nossos sonhos, uma realidade em outra dimensão.
Só eu posso dizer o que meu espírito vê.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
30.07.2026

