JARDIM DE IEMANJÁ

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JARDIM DE IEMANJÁ
Quando somos chamados não tem quem segure nossos espíritos. Os olhos pesam, o corpo perde sua reação e ficamos lentos ao ponto de não ter firmeza no raciocínio.
Amanheceu o dia e logo após a refeição fui chamado de volta para o mundo espiritual. Desta vez era uma homenagem ao nosso pai Seta Branca. Sua irmã, mãe Iemanjá, preparou no seu jardim uma grande festa. Colocaram seu retrato naquele jardim para dar boas vindas aos convidados. Eu vi muitos jaguares que foram convidados a estar neste momento nesta comemoração.
Era um jardim muito bem cuidado com caminhos de pedras e entre eles muitas flores. Corria uma água cristalina em ambas as partes, regando estas flores. Eu escutava o barulho da água escorrendo sobre as pedras.
Naquele momento era o preparativo para receber este grande espírito, irmão de Jesus.
Eu andei e queria ajudar com meus poucos minutos da terra. Aqui, neste mundo, a eternidade não acelera os caminhos. Tudo é feito sem pressa e sem atropelos.
Para mim era como um palácio onde recebia seus convidados para ilustrar a história. Vocês conhecem os palácios da França, Palácio de Versalhes (Château de Versailles), eram como luzes a brilhar na mente humana. É como eu via aquele lugar.
Só foram convidados os espíritos que receberam a condição de missionário. Missionário não é só pela terra, mas também pelo céu.
O grande missionário ainda não tinha chegado. Ele trabalha muito em todos os lugares que é chamado. Trabalha na terra e nos círculos espirituais.
Sua missão é o seu sacerdócio. Nós estamos em um lindo confessionário e somos ouvidos espiritualmente em nossos dilemas existenciais. Muitas confissões e poucas atitudes. Do que adianta nossos espíritos se confessarem e depois na terra continuarem no mesmo erro.
Geralmente pagam seus erros com 10 ou 100 rezas como castigo para sua libertação. O pior de tudo é que não aprendem com seus erros.
Eu estava em paz. Como aquele mundo é tranquilo. Nada me incomodava. Eu fazia com muito amor e respeito o que me foi pedido.
Traduzindo este momento eu trago de lá para cá como referência aos nossos destinos.
Eu não participei da festa, eu fui somente arrumar o Jardim de Iemanjá.
Sou obreiro e não participante. Eu construo e não destruo.
Ao voltar às estrelas começaram a andar no universo. Galáxias se comunicam umas com as outras. As naves estavam chegando com seus convidados. Era hora de eu voltar.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
17.05.2026

Vale dos Deuses 1985
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