FALANGE

FALANGE
Estávamos, espiritualmente, em frente ao templo, conversando quando uma falange chegou. Desceram não sei de onde e já começaram a quebrar o que encontravam pela frente.
Eram muitos espíritos. Eu olhava preocupado quando um senhor moreno com um casaco longo escuro desceu até nós. Era uma entidade de um jovem que começou seu desenvolvimento no vale, porém desistiu porque sua linha era de Sete flechas. Ele veio em minha direção e bateu seu ombro direito no meu direito. É uma forma respeitosa de se cumprimentar. Parou ao lado do ajanã, agora com outra denominação, mula. Eu não me contive e subi pela rua para colocar ordem naqueles espíritos. Ao chegar perto foi um corre-corre danado. Subiram pela igreja católica se enfiando para dentro.
Ali eles foram dispersados. Eu não usei força, mas dentro da moral.
Desci novamente ao templo mais calmo para continuar a conversa.
O espírito que havia chegado não falou um ai. Ele me conhecia pelos princípios de um comando.
Conversando com um e com todos eu fui definindo as diretrizes desta nave. A idolatria excessiva faz mal ao coração. Temos que trabalhar dentro da razão para não se perder no amor.
Pai Seta Branca gosta que seus filhos sejam profissionais da espiritualidade. Não se envaidecer ou sublimar com as forças ocultas.
Dentro da espiritualidade nós temos diversas formas de direcionamento para atender ao compromisso que juramos. Juramos um caminho que nos eleva para a luz da consciência.
A faculdade mediúnica é como ponto de partida para aliviar as tensões do corpo físico. É como uma usina de força em ebulição. Se não desafogarmos o padrão mental nós seremos cobaias dos remédios.
Estes remédios induzem a uma falsa cura. São paliativos somente.
O fenômeno desenvolvido no andar da carruagem é onde acontece os choque da inconsciência.
Este espírito não falou nada. Ficou ali protegendo seu tutelado.
É muito difícil um espírito coroado, cabeça feita, ficar no amanhecer. Se ficar vai ser com muita luta para não desmoronar. Geralmente eles se desenvolvem para conhecer.
O caminho da fé abre muitas portas da verdade. Onde não tem conhecimento da realidade, a verdade se torna falsidade.
Eu não imponho a luz. Ela deve nascer de dentro para fora.
Isso acontece quando conseguimos suprimir os defeitos que muitas vezes superam a necessidade. Ser da luz ou ser da escuridão.
Enquanto falávamos de Deus, éramos ouvidos. Esta energia afasta os rumores das inverdades infernais.
Quem tem Deus no coração tem Jesus como seu guia.
Foi uma pequena reunião que aconteceu entre a estrela e o templo. Mesmo tendo desarticulado a falange eu ainda não baixei minha guarda. O chefe ainda estava aqui. Eles gostam de confusão. Rebeldia e ofensas são marcas deste povo.
Onde eles aparecem, tudo piora. É como uma avalanche de estrume que marca um território. Como animais que urinam para marcar seu lugar. Uma energia fedida que dá ânsia.
Os espíritos de luz se diferem dos sem luz. São perfumados pela essência divina. Muitas vezes sentimos perfumes de rosas pela sensibilidade mediúnica. Outras vezes sentimos cheiros pesados da morte.
A mediunidade promove os encontros e desencontros. Tudo passa pela mediunidade.
Quando desaceleramos nossos pensamentos nós estamos entrando em um estágio mais elevado. É quando nossa aura abre para sua leitura espiritual.
Nós não lemos, somos lidos. É diferente.
Isso acontece há milhares de anos. Com a chegada do doutrinador as coisas mudaram bastante. Um médium consciente.
Conforme eu ia abrindo a literatura, o chefe observava com muito interesse. Nós não somos bobinhos mais. Nós agora somos cientistas da nova era.
Assim que terminou a reunião ele assumiu seu posto na falange. Seu tutelado não foi com ele, subiu sozinho.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
06.02.2026

Vale dos Deuses 1985