MESTRE JOÃO

MESTRE JOÃO
São histórias da nossa verdade. A 30 anos passou por aqui um senhor que veio do Mato Grosso com sua enteada. Eu já contei está história anteriormente.
Esta madrugada o mestre João Cabeça Branca veio nos visitar. Cabeça branca foi um apelido carinhoso dos mestres que conviveram junto a esta missão.
Estávamos de partida e ele ficou responsável por tudo aqui no templo.
Foi um reencontro muito feliz. Ele havia voltado para Sinopse e lá sofreu um acidente. Não tivemos mais notícias dele até hoje quando ele veio se reunir com seus amigos e irmãos.
Eu fiquei muito feliz com sua volta. Assim eu posso acompanhar sua evolução espiritual.
A antiga porteira de arame farpado estava deitada no chão, ficando ao seu encargo a abertura e fechamento da mesma.
Como ele estava feliz. Sim, pois no mundo dos espíritos é muito difícil reencontrar seu caminho de volta. Não é o mesmo da terra, é tudo diferente. São destinos traçados mentalmente.
Eu estou em tal lugar, logo estará lá. É uma projeção do seu espírito.
Vejam como isso acontece. Muitas vezes vocês estão passando por algum lugar e de repente vem aquela sensação de que já esteve ali. É como uma saudade.
É exatamente assim que provamos nossa existência em outras encarnações, mesmo que o tempo seja outro. É o nosso charme ainda presente no etérico da terra. Nós temos dois mundos etéricos, um na terra e outro no espiritual. Dependendo da nossa evolução, estaremos em um dos dois.
O etérico da terra é muito pesado. Já o etérico espiritual é mais leve.
Somos atraídos pela nossa vibração, pelo nosso padrão vibracional.
Então mestre João voltou a sua origem desta força decrescente. Aqui passaram muitos mestres que já começam a ver a luz da verdade. A luz do sol interior.
Existe um lugar em que as forças se projetam para alimentar os espíritos através do conhecimento. E aqui é um destes lugares. É um ponto de chegada e de partida.
Ser mestre deste amanhecer é saber que estamos em uma cruzada dos velhos para os novos tempos. É como recomeçar a viver.
Justamente o que este amanhecer representa para todos: Saber viver.
A infelicidade se torna felicidade com os reencontros das origens familiares.
Estou aqui escrevendo e meu espírito observando o mundo espiritual. Está chegando uma família espiritual na casa de Seta Branca. E é ele quem está trazendo. Está a frente, muito feliz, conduzindo este povo. Não sei a quem representa esta visita.
Nossa missão, mestres, não é só arregaçar as mangas e trabalhar, mas também sentar no toquinho para aprender. Eu tenho ido buscar muitas coisas em outros planos, outros mundos, para formar em suas mentes o caminho da verdade, o que Jesus ensinou.
Quando vocês lêem estes relatos suas mentes se abrem e vocês vão longe em seus pensamentos. Mesmo não sabendo, resgatam seus compromissos passados.
Ontem, ao voltar de Curitiba, estávamos esgotados pelo calor. Sentamos na varanda e nossa irmã fez um café. Sua mãe ninfa Tagana, também missionária deste amanhecer, já desencarnada, chegou sorrindo. Eu até ofereci um cafezinho para ela. Era isso que ela sempre pedia, tratar bem quem as acolheu.
Ela tinha um grande amor desde quando na França eu lhe entreguei o título de condessa.
Nós esquecemos, porém os espíritos jamais esquecem
Muita gente passou pela minha escola iniciática. Muitos espíritos foram atendidos e muitos ainda virão.
Eu dou oportunidade de crescimento espiritual. Não vivo somente pela terra, mas abro o universo para encantar os missionários filhos de Seta Branca.
Muitos fenômenos aconteceram neste solo sagrado. Muitos ainda vão acontecer.
O tempo é curto para tantas aproximações. Nós vivemos a noite e o dia.
Os cegos vão enxergar a luz derradeira, os mudos a falar outros idiomas e os surdos a vibrarem em outras melodias.
A quem pertence este comando?
Eu sou somente o servo que abre os portais para o meu senhor. Ainda não sou digno de limpar os seus pés.
Ninguém faz o que eu faço. Eu não faço o que outros fazem. Eu sou livre para ir e vir.
Quando vocês compreenderem a vocês mesmos, poderão dizer que agora são mestres da verdade.
Ninguém é mais sábio ou mais evoluído. Nós temos nossas barreiras que nos impedem de atingir um grau maior dentro da consciência.
O perigo do jovem mago é querer saber demais sem ter base para controlar. A mediunidade é um caminho que pode ser libertação ou prisão. Tudo depende de quem parte o comando.
Se você chamar eles vêm.
Então seu João Cabeça Branca voltou aqui onde começou sua jornada como doutrinador. Fez suas consagrações e após sua enteada ter se curado, ele partiu novamente para o Mato Grosso. Ele era de Santa Catarina, mas trabalhava como mateiro em uma fazenda.
A vida, meus irmãos, parece um conto de fadas. Às vezes esquecemos a nossa origem de berço para viver outra realidade.
E assim os humanos vão caminhando em busca do elo perdido.
Será que eu não ensinei correto!
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
07.02.2026

Vale dos Deuses 1985