OBSESSOR

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Antigo espírito do mal, sim, jaguares, ele já vem do Egito buscando suas vítimas ancestrais.
Eu estive em um templo. Fui enviado para assistir o desenrolar de uma cobrança milenar. São duas ninfas, mãe e filha, sol e lua, que estão na mira deste espírito. Eu observei sua chegada na mesa evangélica, era um homem que governava seu povo e foi traído pelas duas. Ele sentou entre os dois faróis esquerdo e direto. Quando ele me viu esboçou reação de sair dali. Fiz sinal que saísse para não perturbar os trabalhos. Eu saí atrás dele e me sentei no último trono vermelho. Lá estava ele de novo atuando. Este espírito já passou aqui uma vez quando obsediou a ninfa lua e deu um trabalho para convencer a seguir, porém depois de anos está de volta.
Estas duas mulheres me conhecem bem porque sempre ajudei de bom coração. Quando nada tinham eu ofereci minha porta para entrarem. Depois ao saírem fecharam a minha porta como se eu fosse culpado pelos erros cometidos em suas vidas.
Eu não podia atuar como espírito, mas somente observar a reação do cobrador.
Aquele templo foi palco de muitos desajustes, mas o povo gosta disso, do baracobaco. Um templo onde as forças trabalham em equilíbrio não serve para eles. Eles querem os disque-me-disque.
Eu tenho muito respeito pelos irmãos menos esclarecidos, mas somente não participo das algazarras e confusões que fazem.
Aqui nesta casa de Seta Branca eu trabalho com ternura, amor e força. Nunca desrespeitei ninguém, porque acredito na evolução do espírito e do físico.
Com a quebra das correntes presas nos calcanhares prendendo os caminhos do mestre Jaguar eu procuro trazer consciência para que eles mesmos sejam donos de suas libertações. Assim eu ajudo não participando.
Este espírito milenar vai dar dor de cabeça às duas ninfas. Eu não posso agir como barreira, mas somente observar de longe. Ele me viu ali e não me atingiu com sua vibração. A meta dele são as duas que eram do seu reinado.
Como uma delas foi minha aluna, eu ainda respondo espiritualmente. Vejam como a responsabilidade não termina quando um jaguar ou uma ninfa saem do povo. É um registro espiritual e não tão somente físico.
Só termina quando desencarnam. É como o juramento do casamento, entenderam.
De repente, uma confusão começou naqueles tronos. O espírito grudou nas costas da ninfa lua. Ali foi a minha saída de lá. Onde não há respeito, não há consciência.
Na terra vai começar o desalinhamento material. Homens de preto sugando a vitalidade humana.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/ Un
15.11.2025

Vale dos Deuses 1985