LIVRE ARBÍTRIO
Nós fazemos as nossas escolhas. Nós escolhemos se vamos ser felizes ou se vamos sofrer. Ninguém tem culpa das nossas decisões.
Eu pergunto:
_ por que sofrer?
_ A felicidade é tão simples e natural!
Para ser feliz basta compreender a bondade de Deus.
Eu tive que sair a pé daqui do vale. Digo, espiritualmente, fazer uma caminhada até o centro da cidade. Havia muitos espíritos ainda da antiga roma presos aos seus livres arbítrios. Eles marchavam em colunas levando medo aos moradores da cidade. Eu parei na curva do rio e aquele batalhão de espíritos subiram pelo entroncamento. Uns foram para a direita de quem vem e outros para a esquerda.
A missão deste amanhecer é libertar e não aprisionar.
Soldados imperialistas que estou começando a compreender.
A vida missionária é como abrir a mente para algo além, algo que não existe na visão dos humanos encarnados. É separar o joio do trigo.
Cheguei no centro da cidade, ainda mantendo estilo romano. Seria como uma ilusão desértica, um paradoxo indiscutível. Incrível como certos lugares mantêm a ligação temporal com o passado. As velhas origens, velhas estradas, velhos mundos.
Quando Tiãozinho me trouxe para implantar o templo aqui nesta região, eu ainda não tinha visto a dimensão desta missão. Era só mato, poucas casas. Tudo ligava com o centro por carroça ou cavalos. Tinha uma condução que de hora em hora passava pela rua principal.
Foram momentos alegres e muito difíceis para implantar a base doutrinária, mas com fé em Deus erguemos o templo. 50 anos se passaram desde que Seta Branca me entregou o comando desta corporação. E ele continua o mesmo pai de amor e ternura com aquele sorriso meigo e carinhoso.
Caminhos desiguais, sim, nós temos diversos caminhos que se abrem para nos convidar a entrar, porém somente um nos aproxima da verdade.
Eu abri uma porta que nos leva à verdade, mas ao lado tem muitas oferendas com potes de ouro. É um chamariz para os incautos que desejam prosperidade sem merecer.
É como antigamente enterravam seus ouros na terra para não serem roubados.
Aqui neste solo sagrado do amanhecer tem uma grande riqueza. A cegueira não os deixa ver.
São vidas como pequenos acumuladores de energia. Eu os vejo como pirilampos a vagar na escuridão mental.
Para ser feliz é acreditar que tudo passa. Só não passa o juramento kármico. Se não cumprir com amor e dedicação será como um cravo na cruz. Cravos romanos. A nossa cruz foi escolhida por nós mesmos. Agora os cravos são decisões da personalidade que vão aumentar a dor. Seria como um sacrifício pelas atitudes impensadas. Decisões erradas.
Quem planta um dia vai colher. Se plantar amor terá muito a colher e se plantar ódio também terá que colher. O mundo espiritual é uma escola para ensinar a verdade.
O mundo de Simiromba é outro mundo que entra neste para alertar.
Não lutem contra si mesmos. É como bater em uma parede ou numa ponta de faca.
O mundo negro atua para se infiltrar na luz. Eles dominam os pensamentos pelos desejos. As reações são diversas como vozes e imagens distorcidas. Levam principalmente os bons médiuns para um caminho divergente. Criam os inimigos ocultos. Ali começa a degradação moral pelo vício.
A verdade da falsidade. Pensando estarem certos crucificam os emissários, como foi com Jesus.
Enquanto bisbilhoteiam por cima do muro, a vida passa. A cegueira kármica cobra centil por centil, mas nunca aceitarão a culpa.
Nunca terão humildade de dizer:
_ pai eu errei, me perdoe!
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
16.08.2026

