NA HORA DA MORTE

NA HORA DA MORTE
Na hora da morte todos viram santinhos.
A morte é um estado de consciência porque nós a carregamos dentro do nosso coração. Ela é parte de nós, da nossa vida, então a morte somos todos nós vivos.
Porque não fez em vida a lição do amor, do perdão e da caridade. Agora, na hora de partir, quer o perdão da família e dos filhos.
Claro que nunca é tarde para refazer a outra vida, a vida do espírito.
O espírito está vibrando aqui com medo de morrer sozinho. Tem certas coisas que não posso descrever para não criar um campo de incertezas. Como dizia tia Neiva: ele vai desencarnar logo.
Ela dizia isso para desviar as vibrações de cima de um jaguar. Este jaguar criou tantas inimizades que sua cruz aumentou de tamanho.
O peso em seus ombros o tornou um andarilho sem destino. O negócio dele é rua, estradas, onde a solidão não atinge seu emocional.
Na despedida a chama da vida vai se apagando como uma vela no final de sua queima. Tem velas que são sopradas antes do tempo para não perder uma reencarnação.
A ilusão terrena é como um prato de comida que se faz necessário para sobreviver na esperança de um recomeço.
“Cadê minha amada!”.
Exclamou o espírito sofredor encarnado. Este suspiro veio do fundo de sua alma.
A ausência da verdade contradiz o pensamento. “Jesus ainda está no calvário, ele não existe para mim”. “Minhas filhas”.
A difícil aceitação de um soldado romano. Mesmo passando dois mil anos, ele ainda não se converteu ao cristianismo. É o mesmo de ontem no hoje.
Aqui na terra ele faz a prece pai nosso somente da boca para fora. Seu espírito não aceita a sua reforma íntima.
A grande transformação tem que começar no sol interior para chegar na alma. Não ficar depois vagando sem destino certo.
Filho de Seta Branca, Salve Deus, ele assumiu sua responsabilidade e parou no tempo. Desde lá que procura sua libertação.
Nós também somos cúmplices da nossa evolução. Uns evoluem por amor e outros pela dor. A dor é um jeito de antecipar o karma. Pagar mais rápido para ter direito de receber por antecipação o resultado do exame.
A terra vai continuar sendo a terra. Por mais que não compreendamos os compromissos, nós vamos e voltamos. Até chegar ao final da contagem.
A última contagem sempre é a mais dolorosa.
Como falei acima: nós carregamos a vida e a morte. Então a morte é nossa amiga, porque ninguém escapa dela.
Faça do seu terceiro sétimo a transformação do eu interior. Não devemos temer e sim respeitar. São duas condições que somente Deus pode mudar: vida e morte.
Não deixem dívidas a pagar para não sofrerem com os maus pensamentos. Libertem-se!
O espírito está doidinho aqui querendo sair pelas estradas da vida. Um andarilho, um velho cigano, um pouco de tudo dentro do nada.
Eu fui!
A morte será na curva do destino e isso ninguém poderá mudar.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
10.07.2026

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