VIVER POR VIVER
O mundo se curva à desobediência kármica.
Eu quero a cabeça dele!
Ao sair pela longa estrada da vida levando comigo minha eterna companheira de jornada, nós fomos parar em um lugar de muitas águas. Era uma planície no alto do morro. As águas escorriam de cima, mas não se via, elas somente faziam barulho saindo da fonte. Subimos pelo carreiro até um vale onde encontramos viventes que nunca saíram deste lugar. Havia uma capelinha ornamentada de pedras marrom e algumas pessoas com crianças a brincar. Um menino veio curioso até nós e eu perguntei:
_ que lugar é este?
_ O senhor não conhece este lugar?
_ Não!
_ Aqui é Tijuco do mar!
_ Eu nunca ouvi falar! Porém estávamos de passagem. Estávamos buscando respostas.
Deixamos um pouco a terra onde plantamos nossos pés para navegar pelos caminhos distantes.
Eu escutava as águas borbulhando sobre a relva verde. Sentia nos pés aquela umidade.
Minha companheira estava admirada com o que via. Não sei se era no etérico plano ou na terra este desvendar.
Muita coisa fica em segredo para não arranhar os viventes de cada mundo.
Ao chegarmos de volta a terra já deu mais uma volta sob os efeitos climáticos. A mudança já é sentida no coração pelos olhos que juramos.
Filhos! Olhem com o coração esta terra e falem com suas mentes os seus bons pensamentos. Tia Neiva.
Esta frase diz tudo que um encarnado precisa saber. Se olhem como irmãos de toda terra.
Ao jovem nos ensinar que nem todo conhecimento é necessário para ter uma vida feliz nós paramos para pensar. Ali tudo era rústico. Nada de grandeza. Viviam como Deus criou.
Eu molhei minhas mãos naquela água invisível e passei na minha cabeça. Minha companheira fez o mesmo. Foi algo que nunca imaginamos.
Voltando desta viagem, o espírito justiceiro ainda estava na encruzilhada do destino. Ele queria falar, queria cobrar.
A cobrança não é minha, mas como representante do Pai Seta Branca neste comando elas vem pedir permissão para cobrar. Eu não posso interferir no destino das juras transcendentais. Eu posso mostrar o caminho, mas não posso carregar a cruz.
Mente calma faz muita diferença em um ambiente de reencontros. Se levarmos tudo pelo desencontro nós nunca iremos evoluir.
Os espíritos encarnados ou desencarnados só tem uma missão: cobrar, vingar, matar.
Agora com o conhecimento da verdade nós estamos mudando a nossa bússola. Temos uma meta racional dentro do amor incondicional. Tudo é uma questão de escolhas. Se queres viver bem com seu vizinho não erga cercas.
Aqui não temos cercas, temos compreensão.
A nossa luta é para purificar nossos espíritos.
Não tornem vossos lares em mausoléu obscuros. Se não querem abrir as portas, abram janelas e deixem o sol entrar.
Não que isso seja permissão para invadir, não. Só vai entrar quem tiver permissão.
Na cabala se pergunta: quais são as vossas intenções?
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
01.07.2026
