RECONHECIMENTO…
As vezes nós pensamos que estamos sozinhos nestes mundos de Deus, mas não, não como eu vi nesta viagem ao reino dos branquinhos.
Ao chegar neste mundo onde os espíritos são preparados para suas missões na terra todos estavam com seus uniformes branquinhos. Aquilo chegava a brilhar tanto que ofuscava suas faces. Havia alegria, havia conduta, havia respeito.
Eu reconheci muitos jaguares de 40 anos atrás trabalhando para conduzir este povo no conhecimento científico espiritual.
Era um enorme pátio aberto. Eu andava e via o interesse destes espíritos em me reconhecer como condutor das forças que chegaram a 50 anos atrás nesta região sul do Brasil.
O segredo da espiritualidade é o meu segredo, até que as trombetas anunciem para resgatar os valores de uma contagem. Hierarquia, sim, desde o princípio foi estabelecido a força decrescente.
O mundo espiritual é uma incógnita que a terra desconhece. São valores que jamais iremos conhecer pelas mentes humanas. Somente pelos nossos espíritos. Digo assim: na terra eu sou a personalidade e no céu a individualidade.
Esta dupla vida, dupla identidade é que muitas vezes nos deixa comovidos com as exigências mediúnicas.
A mediunidade é uma arma que constrói ou destrói vidas, basta não saber usá-la.
Eu andei pelo sistema e via os olhares felizes. Vi uma antiga ninfa Yurici andando no meio daquele povo. Dei um abraço nela como irmão.
A vida é uma consequência de erros e acertos. Como disse Koatay 108: muitas vezes o certo é errado e o errado o certo.
São duas forças que se equiparam. Uma não existe sem a outra. Às vezes uma aniquila a outra para equilibrar as funções vitais.
Para mim foi uma experiência extraordinária. Rever muitos que cruzaram meu caminho e muitos que nunca me conheceram.
O reconhecimento é algo que faz bem a nossa imagem. Não que precisemos, mas alimenta nossa fé em nossa missão.
Andei e andei.
A vida é assim como prometemos cumprir. Por isso não devemos ficar chorando nossas mágoas por alguém que não sabe da importância de nossa existência. Só Deus nos conhece e só ele pode reconhecer nosso sacerdócio. Ser missionário não é somente colocar seu uniforme e bater no peito. Não! É algo sagrado. Tia Neiva tinha tanto orgulho de ver um jaguar uniformizado. Para ela nós somos como um espelho a brilhar na escuridão mental.
É isso que muitos não entenderam ainda. Ser missionário é saber manejar de uma vida a outra sem perder o vínculo da terra com o céu.
Eu agradeço muito por ter sido escolhido e muitas vezes recusado por falta de amor. O maior problema é que a verdade é como um espinho enfiado no coração. É mais fácil viver na ilusão do que enfrentar a evolução.
Graças a Deus, graças ao Pai Seta Branca que jamais desamparou um filho onde quer que esteja. Muitas vezes um jaguar vive na solidão dos seus conflitos interiores. Tudo porque não soube amar seus amores. Porém os seus amores não devem se igualar ao tratamento desumanitário. Nunca se igualar ao desgaste emocional. Ser forte espiritualmente.
O amor deve ser superior ao ódio.
Recebi muitas honras mentais. Cada sorriso é como gratidão.
Assim voltei para casa cheio de esperança.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
29.06.2026
