COMO DEU TRABALHO…

COMO DEU TRABALHO…
Em nossas vidas nós tivemos muitos caminhos trilhados fora da lei. Antigamente não tínhamos tantas leis que prendessem a responsabilidade da consciência. Éramos nós os vingadores.
Hoje para cada ato tem lei específica que responsabiliza o homem e a mulher. Até para os justos e injustos tem lei.
Na missão desta madrugada fui resgatar uma criança que foi raptada por uma mulher cigana. Cigana de outras roupagens, mas que ainda permanece seus instintos e seus costumes.
Fui atrás. Escondida em um sítio fora do perímetro urbano, vivia com seu companheiro. A criança estava sob os cuidados de uma babá.
Está moça nada tinha a ver com o sumiço das crianças. Ela só cuidava e também era prisioneira do casal.
Como me deu trabalho, nossa. Tive que passar pelo potreiro para chegar a velha casa. Poucos animais ruminando que se assustaram ao sentir minha presença. Com o mugido, o casal despertou e logo acenderam as luzes.
Como espírito eles não me viam, mas as cortinas da janela se mexiam como se o vento soprasse. Cheguei no quarto onde a criança estava deitada. Tão logo o casal já estava com suas malas prontas.
O homem caminhava de um lado para outro e falava com a mulher que algo estava estranho, que era para irem embora e não levar nada, nem a criança. Sentimento de algo ruim para eles.
Vejam como ainda temos um pouco de terra no coração. Eu mesmo sabendo que o espírito é invisível eu me escondi debaixo da cama. Não tinha medo, mas foi uma reação do mundo físico.
O gado ainda mugia sem parar. Foi isso que os assustou. Eles estavam com medo de serem presos.
Sensação ruim. É como se um ladrão entrasse em seu lar e furtasse seus pertences. É uma energia tão negativa que pode levar muitos dias até meses para se desfazer.
Geralmente estas pessoas de má índole são acompanhadas por espíritos sem procedência. Falanges de almas do anticristo.
Mas ali eu não era uma alma perdida, eu estava em missão. Foi o choque de energia, a minha contra a deles.
Há muitos anos eles estão praticando os crimes. O que aconteceu nesta viagem foi colocar uma cruz no caminho destes encarnados. É como envolvê-los em uma energia esclarecedora. Por onde passarem serão reconhecidos. Não terão onde se esconder.
Por fim a babá ficou tomando conta e eles fugiram. Ela abraçou a criança para aquecê-la e ainda receosas de sair, esperou o dia clarear. Dali eu não acompanhei mais.
A vida é uma maravilha. Não devemos nos abraçar com as inverdades infernais que assolam a terra. Temos que erguer nossas cabeças e pedir aos céus que Jesus ouça nossas preces.
A justiça de Deus não falha, mas as dos homens sim. As punições e impunidades marcam os destinos. As sentenças corrompidas destroem a vida de inocentes. Enquanto o culpado está solto e ainda praticando seus crimes, o inocente chora a sua dor.
A pior revolta é pagar por algo que não fez.
As leis físicas que te chamam a razão são as mesmas que te conduzem a Deus. Seta Branca.
Nós andamos no fio da navalha. Ainda somos físicos e trabalhamos para o físico.
Voltei meus pensamentos para os trabalhos de quarta-feira, onde pai João de Enoque trouxe o espírito da sacerdotisa. Trouxe para reconhecer sua missão. Já começaram os preparativos para abrir sua clarividência.
Mesmo tendo esta mediunidade, ninguém escapa do sono cultural. Até o capelino que falou que iria reencarnar não sabe quem ele é. Vai ser um encarnado como todos nós. O que diferencia é ter compromissos com a caridade. Ajudar de alguma forma aos encarnados. Muitas vezes nem no amanhecer está participando. Quem sabe um dia o reconheceremos pela sua inteligência ou nobreza de caráter.
Assim é com todos e não adianta querer inventar situações como está acontecendo com os cientistas dos vales das sombras. Querem que um espírito reencarne sem passar pelo processo reencarnatório.
Muitas coisas vamos assistir que vai chocar a terra.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
17.10.2026

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