GNOMOS
Os gnomos são criaturas mitológicas e seres elementais ligados à terra, frequentemente descritos na cultura popular.
Desta vez eu o peguei!
Ele bem que tentou escapar, mas eu fui mais rápido.
Eles são quase invisíveis a olho nú e atuam na terra como sentinelas ou guardiões dos potes de ouro. Só que aconteceu o contrário, ele quis retirar o meu aparelho. Ali foi um erro, mas quase conseguiu.
Geralmente quando somem objetos de casa, principalmente chaves, eles podem estar por trás.
Não que sejam furtos, mas eles gostam de se sentirem agraciados, logrando suas vítimas.
Foi assim. Ele veio no meu leito quando estava dormindo e tentou pegar meu aparelho. Até que ele conseguiu retirar da minha boca, mas eu estava vigiando meu corpo físico. Quando me viu, saiu em disparada. Eu me desloquei mais rápido e o peguei quando tentava sair do quarto. Agora de manhã fui procurar meu aparelho que estava largado no colchão.
Ao pegar o homenzinho, não tinha mais que meio metro de altura, eu o tratei com muito respeito. Não era barbudo, não tinha chapéu e com idade bem avançada. Trouxe ele para junto de mim.
São seres mágicos. Eles não oferecem perigo, gostam de se divertir com os seres humanos.
Vejam que danadinho. Como ele conseguiu fazer esta proeza. Eu só o peguei por estar vigilante comigo mesmo.
Quando eu recebi das mãos de Koatay 108 o poder da materialização das energias no metal eu não consigo mais ter metal algum no corpo. Pulseira, aliança estouram e relógios param de funcionar. É bem cabuloso este negócio da transferência magnética.
Esta transferência só funciona de mãos para mãos.
Quando o metal é magnetizado ele se torna um escudo protetor como um talismã que os jaguares usam. Se o talismã não for consagrado ele não tem efeito algum espiritualmente.
Como diz no mantra: mãos curadoras, mãos divinas.
A essência doutrinária não foi totalmente aberta pelo motivo de segurança. Bem que tia Neiva tentou, mas Seta Branca deu ordens para não perder o rumo da missão.
Ela começou a promover o transporte espiritual dentro da comunidade, mas os jaguares viam coisas tristes nos lares com os casais e ao invés de se calarem, começaram a falar.
Eternos corujões da liberdade ou escravidão. Aí eu falo, como tia Neiva sofreu em sua clarividência. Ela via seu povo traindo os conselhos dos mentores, traindo suas famílias.
Muitas vezes aqueles mesmos jaguares a iam procurar e seus olhos se arregalavam tentando chamar na razão. Cegos, surdos e incompreendidos homens da terra.
Eu não aprisionei este ser. Eu o libertei aqui nas matas do templo. Ele faz parte da natureza.
Só que agora eu tenho mais um amiguinho.
As minhas viagens são oportunidades de aprendizado. Eu aprendo com meu espírito. Não gasto mais do que tenho. Não me endivido pelas fantasias da terra.
Saber diferenciar os valores que são primordiais para ter uma vida justa e saudável.
Saber viver!
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
12.10.2026

