FÉ
A gente acaba perdendo a fé na humanidade. Não em Deus, mas nos semelhantes que se julgam como deuses.
Eu tive muito trabalho nesta noite. Duas missões que me trouxeram descaso em relação ao homem e à mulher.
Na primeira eu tive que descer aos submundos para resgatar um espírito que se atrofiou neste caminho. Ao levar a energia (condutora) sem isolantes (térmicos) eu formei o iabá. A jovem estava presa neste duto sem ter noção do desalinhamento espiritual.
Dali eu elevei meus pensamentos para o templo espiritual. Já dentro deste templo os jaguares trabalhavam sem distinção.
Eu vejo a necessidade dos espíritos encarnados que não estão cumprindo suas missões na terra. Chegou até este templo uma irmã que precisava trabalhar, mas virou suas costas para suas juras transcendentais. Aqui em espírito quer trabalhar, quer ajudar, porém existem limitações. Seu corpo físico não passou pela aprovação das grandes iniciações. Isso resulta em perda de concentração e de energias.
Ela queria comandar, queria ser útil. Sem noção da realidade queria sentar no radar de comando. O radar de comando é exclusivo dos jaguares homens, mas somente em rituais específicos a mulher pode sentar.
_ Sente-se ali!
Assim ela sentou no banco próximo ao radar.
A necessidade espiritual é muito grande. Sem espírito a matéria padece.
Foi uma sobreposição de elementos que vamos entendendo. O radar era diferente do habitual da terra. Era como uma cabine espacial. Como posso descrever: a posição dos bancos era como meia lua e não existia tampão na frente. Cada comandante sentava e comandava pelo pensamento. Não existiam botões ou alavancas.
O universo era o telhado desta nave.
Muitos querem o benefício do conhecimento sem arregaçar as mangas para merecer. Sem caridade nós seremos os mesmos de ontem.
Ao trazer a ninfa do submundo, logo a vi de Aganara emitindo na condução da libertação. A minha irmã recebeu o que veio buscar, cura, raciocínio e força.
Enquanto eu comandava esta nave libertadora, o mundo físico experimentava da água da vida eterna.
O cálice que era amargo agora é doce como mel. Tudo isso na realização do terceiro milênio.
A grande nave estrela candente é um portal interdimensional. Ela liga o passado ao futuro passando pelo presente.
Sei que até para mim, para eu me acostumar com estas visões é difícil. Existem coisas que ultrapassam a ciência esotérica. Coisas que somente Deus tem o poder da explicação.
“Eu sou o seu Deus”.
A vida missionária não é um acaso. Ela é muito mais do que vestir uma roupa simples ou uma magnífica indumentária. A nossa roupagem é especial. É como a luz das estrelas. Nós brilhamos neste espaço.
Aqui na terra são homenagens, mas no céu são capacitores de energia que não causam explosões deletérias prejudiciais aos humanos. Os espíritos se iluminam por reações extra físicas.
É como usar o sal na boca para promover uma reação química.
O sal é algo que armazena energia etérica. Além de produzir efeitos na circulação sanguínea.
Com o tempo nós vamos descobrindo um pouco mais sobre esta química.
Vocês fazem a prece do sal na abertura dos trabalhos?
E do perfume para se ironizar das correntes esparsas?
Deveriam fazer!
Com o sal, a corrente energética acende o farol, a chama da vida. Com o perfume cria uma barreira contra a impregnação da corrente negativa.
Tenham em mente que somos pequenos faróis de forças desiguais.
Assim foi este atendimento. Tudo certo.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
03.10.2026

