CARRASCO
Eu pedi perdão ao meu carrasco por tê-lo guilhotinado na França.
Assim, nossas vidas vão se alinhando ao nosso pensamento. Pensar demais enfraquece o juízo.
Na França houve muitas mortes que não foram catalogadas. “Morte aos traidores”.
A corte acima de tudo, sim, os enredos da dinastia de Luiz XV.
Como confiar em quem nada tem a oferecer. Quem nada tem na sua contagem, na sua bagagem.
Nós fomos escolhidos pela nossa bagagem transcendental. Nossas juras transcendentais.
O meu convívio na estrutura espiritual tem despertado um príncipio diferente. Não que eu renegue minha raíz, porém nós também somos raízes.
Todo adjunto de povo é uma raiz do seu povo.
A condição necessária é o conhecimento aprofundado no despertar das mediunidades.
Minha raíz está selada no respeito da minha hierarquia.
Eu sou!
Perdão meu irmão!
Perdão, mas também deverá pedir perdão aos seus algozes. Eu não fui único a errar. Você também abusou de sua autoridade naquele deserto.
Muitas mortes causadas por sua atitude como general.
As raposas corriam contra o tempo para sobreviver à fome dos lobos.
Os espíritos estão uivando sob a lua.
O sol arde no lombo. As areias cegaram a verdade.
Com os olhos tapados nada vê a não ser o que sua cabeça ordena.
Aqui na terra todos têm a liberdade de fazer acontecer, mas no céu tudo muda. Lá a razão da consciência fala aos ventos.
Muitos ecos no vale das mortes. Hoje temos o vale da vida.
Diga quais são as tuas intenções para comigo!
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
28.07.2026

