O CÉU PODE ESPERAR

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O CÉU PODE ESPERAR
Vendo os envolvimentos que a terra cobra dos seus inquilinos, eu olho para o céu que silenciosamente aguarda notícias dos seus amores.
É uma luta muito difícil se desdobrar em dois para acalmar o sol interior no calor da chama da vida. Eu olho para a terra e vejo as formiguinhas trabalhando dobrado antes do inverno chegar. A chuva trás prenúncio de boas colheitas e o vento espalha as sementinhas da continuidade.
A necessidade de unificar o sol com a lua para não deixar as pragas devorarem a plantação. Deus criou tudo dentro da sua programação. Até o ruim foi importante para mostrar o bom.
Eu vou ao mundo inferior buscar elementos que despertem a necessidade da luta e vou ao mundo superior para aprender a caminhar. Nesta luta entre o bem e o mal nós nos dividimos e somos levados pela grande morsa a prestar contas dos nossos atos.
Enquanto a terra vive a escuridão dos desejos, o céu entoa melodias para acalmar o coração.
Missão, sim, sacerdócio dos missionários que hoje já entendem o seu juramento espiritual.
Com o coração cheio de terra, o homem não encontra a tão sonhada paz interior. Duas espadas, duas decisões, negativo e positivo.
Neste espetáculo de adivinhações, o espírito não sobrevive ao chamado na sua consciência. A mediunidade mental fechada é como uma pedra no fundo de um rio. Com o tempo vai criando limo que gruda e fica muito liso.
Nós éramos iguais a esta pedra antes do despertar. Com ajuda da luz nos lapidamos para fazer brilhar a nossa verdade.
Somente o tempo dirá com precisão cirúrgica se somos a continuidade do passado ou aceitamos o futuro da evolução.
Tudo é consciência.
Hoje eu sou assim, porém amanhã não posso afirmar.
As cobranças se alimentam pelos olhos. É como enfiar uma agulha no cristalino para cegar o coração. O mal sempre estará presente, basta alimentar com as impurezas do destino kármico.
Nesta viagem eu deixei um pouco de terra no coração para reservar lugar no retorno. O céu nos enche de esperança.
Por mais que nos crucifiquem tentando tirar proveito da bondade, nós vamos sobreviver às tempestades.
O ruim não dá certo com o bom. O bom anda muito escasso neste mundo das revelações. O ruim já está impregnado neste mundo há milhões de anos.
Jesus foi a maior prova.
Crucificaram um inocente para salvar um culpado.
Fui até o mar buscar Iemanjá e trazer seus conselhos de mãe. Chegou um povo diferente, cristalino, que eu desconheço suas origens. Outra constituição espiritual. A gente enxerga eles transparentes como se não tivessem matéria. Se movem entre as dimensões como um campo de força sem afetar a natureza.
Eu tive receios, pois era algo novo para mim.
Não eram espíritos.
Seriam os Santos e Anjos que Jesus declarou: “Eu vou, mas rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.”
Eu não posso fugir aos compromissos jurados. Lá naquele mundo onde o filho se tornou homem eu vi com meus olhos que era Deus.
Gólgota. O morro das mortes.
O sofrimento nos leva à perfeição. Já reverenciamos à morte para salvar a vida. Agora referenciamos a vida para nos salvar da morte.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
16.04.2026

Vale dos Deuses 1985
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