TEMPO
O tempo na terra passa, mas o tempo espiritual não segue a mesma contagem.
Nesta transição eu voltei por diversas vezes no mesmo local. Era uma casa na terra que abrigou diversas famílias. A cada geração eu retornava e lá estava outra família. Foi por diversas vezes este episódio.
No meu bolso havia algumas pedras que eu apanhava a cada movimentação espiritual. Não tinha como anotar, não havia papel e nem lápis. A única contagem era colecionar as pedras.
Eu tive a sensação de não seguir o padrão habitacional porque era como se eu estivesse preso no tempo. Meu tempo espiritual não corria em proporção ao da terra.
Mais de mil anos e eu sou ainda o mesmo espírito que desceu neste planeta. Fui vários Josés, mas não Marias.
A cada ciclo entre 70 a 100 anos, a minha matéria mudou seu visual. Renasci das turbulências causadas por mim mesmo.
Eu voltava ao reino espiritual e de repente regressava para esta casa e as pedras foram ficando pesadas no destino.
Já não havia mais espaço no bolso. O peso destas pedras estavam me impedindo de seguir adiante. Eu tive medo de jogar fora, poderiam ser o meu karma. Nós mesmos criamos as nossas dificuldades pela ausência do comportamento espiritual.
Na terra nós nos iludimos porque somos ambiciosos. Criamos obstáculos para nós mesmos. Para mim foram estas pedrinhas no bolso, mas para outros podem ser outras consequências. Talvez uma cerca, uma ponte ou não sabemos qual caminho seguirão.
Interessante foi está contagem encarnatória. Cada pedrinha tinha uma marca registrando em qual tempo foi pega. Isso para comprovar que nosso tempo da terra é um e nosso tempo espiritual é outro.
O espírito não envelhece, ele pode passar por milênios e ser a mesma individualidade. A personalidade é transitória e merece todo cuidado para romper seu elo.
Após esta aula eu voltei. Coloquei minhas mãos nos bolsos e as pedrinhas sumiram. Sumiram nesta última aparição naquela casa onde a família que morava tinha o dom da visão etérica. Eles me viram, eu os vi. Foi até um susto para ambos. Houve um diálogo, houve a manifestação.
Nós encarnados estamos presos ao nosso destino. Não cortem o fio que liga os dois mundos sem antes conhecerem a verdade.
Sem conhecimento, a roda inexorável da vida balança sobre seu eixo torto.
A compreensão da vida nas vidas a se amarem.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
09.04.2026
TEMPO
Ouça este artigo