MARAVILHA DE CENÁRIO
Deitado aqui na varanda, meus olhos se fecharam para a terra. Fui longe. Fui em busca da minha origem cigana.
Naquela clareira ouvi uma música e só foi chegar todos pararam para me ver, me ouvir.
Eu não fui para falar, eu fui ouvir.
A bela canção entoava em meus ouvidos, a fogueira acesa aquecia meu espírito. Aquele povo sorria, cantavam, sem medo da felicidade.
Eu tinha certeza que era o que eu necessitava. Aquilo me encheu de esperança.
Ramon com seu violão, camisa branca, semi aberta e um lenço vermelho na cabeça cantava. Parecia que ele falava com os protetores dos ciganos.
Sentei-me no chão e olhei para a lua. Ela subia tão clara que iluminava o chão deste mundo etérico. Um poder, uma força tão especial que na terra poucos observam este momento.
Enquanto isso, meu corpo apagado no sofá da varanda escondia o que meu espírito via.
Ao ver a lua, meus olhos da terra foram se abrindo e lá estava a lua subindo entre as árvores.
O povo cigano desceu comigo. Vieram me trazer de volta. Vieram firmar o meu comando nesta missão e jornada espiritual.
Alabá, meu irmão, Alabá.
Fui buscar e trouxe a força cigana dos katshymoshys. Meu povo, minha riqueza.
Nunca aconteceu de virem à minha contagem.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
02.04.2026
MARAVILHA DE CENÁRIO
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