LEMBRANÇA DE UM TEMPO

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LEMBRANÇA DE UM TEMPO
:Oi! Lembra de mim? Não!
_ Eu sou a avó que levei meu netinho com oito anos para ser atendido por vocês! Ele estava muito doente e foi curado!
Busquei na minha mente sobre este atendimento.
_ Meu Deus! Isso foi há 40 anos atrás!
_ Sim, 40 anos se passaram desde que ele foi curado!
Eu revivi este caso emblemático. Uma avó criando seu neto. Nem perguntei sobre seus pais, porque naquele momento o mais importante era salvar a criança.
Foi um caso excepcional onde Princesa Jurema trabalhou para desmanchar uma mandinga feita em um cemitério. Eram crânios sobrepostos formando um triângulo e em cima de cada um uma vela branca acesa. Seria no cruzeiro com os restos da cera dos pedintes.
Conforme Jurema desmanchava a demanda, eu a acompanhava no trono.
_ Você viu meu filho!
_ Vi!
Não perguntei mais nada. Mexeu muito comigo esta visão.
Neste momento, para quebrar a ligação recebemos a permissão de ir até a casa desta avó para fazer a ligação temporal com o templo.
Fomos, eu e minha ninfa. Quem desceu no aparelho foi o meu cavaleiro Feranto Verde que fez esta varredura no ambiente. Não houve passagem de sofredor, pois tudo passou no trabalho desobsessivo.
Trabalho desfeito voltamos para o templo para fechar o atendimento.
Entregamos este atendimento ao pai Seta Branca para que não se perdesse aqueles bônus para aquela família.
Nunca mais tivemos notícias deles. Esta madrugada a avó em espírito me procurou. Sorrindo e querendo agradecer o que não fez em vida.
Nossa missão não é ficar esperando que venham agradecer pela caridade. Nós já temos muita gratidão espiritual pelo que fazemos ao próximo.
Ser missionário não é ser empresário para receber seus proventos. É ser muito mais, porque é Deus quem agradece pelo árduo trabalho missionário.
Rico na terra, mas pobre no céu.
Os ricos souberam pedir suas riquezas, já nós pedimos o karma.
A tia Neiva disse em vida: vocês tem que aprender a pedir!
Porém, quando estamos diante das nossas faixas reencarnatórias vemos o passado que resultou em outra oportunidade de refazer os erros. Dali que vem o karma.
No grande livro que não esconde a verdade nós não podemos mentir ou enganar. Ou é ou não é.
Muitas vezes você leva uma vida inteira para pagar somente um karma.
Eu conversava com esta senhora já desencarnada. Não entrei na individualidade do seu espírito. Procurei alimentá-la com boas energias. Os espíritos quando vem sugam muito de nós. Nós nos tornamos como um prato de comida. Para eles é delicioso absorver nossa energia. Chegam a ficar entorpecidos com o ectoplasma.
Assim também é nos trabalhos. Uma dose de calmante espiritual. O espírito se acalma e vai se desligando da terra.
40 anos se passaram. Como o tempo voa.
Nós esquecemos, mas os espíritos não esquecem jamais. Pode passar mil anos que ele vai estar no seu caminho. É como um encosto que se alimenta dos seus desejos. Tudo ou nem tudo que você pensa é provocado pelo seu amigo ou inimigo invisível.
Nós trazemos em nossas auras as ligações temporais.
Ela deu adeus e sumiu no plano etérico.
Eu voltei a trabalhar.
Para os médiuns não existe descanso. De dia na terra, de noite no céu.
Teu dia será reflexo da tua noite
Pensem nisso!
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
30.03.2026

Vale dos Deuses 1985
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