REINO

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REINO
“Meu reino não é deste mundo”.
Sabias palavras de um grande missionário que desceu das alturas para nos reencontrar.
Eu voltei a deitar e tão logo outra missão me foi reservada. Agora era aqui no etérico plano desta casa de Seta Branca. O que eu vou contar é algo surreal do ponto de vista espiritual. O templo é uma raiz que predomina pela sua existência em dois planos. Aqui ele é rodeado pelas matas nativas tendo dentro muitos espíritos guardiões. Agora no etérico plano que me assustou foram cidades interligadas ao mundo físico. Era como pontes de interligações que flutuavam criando espaços interdimensionais. Em cada espaço há um caminho, uma cidade, uma aldeia, uma tribo. Não sei como descrever ao certo, porque não tive tempo para absorver estas imagens.
Eu fiquei absorto. Por isso, morar dentro de um portal dimensional requer muita disciplina mediúnica. Nós somos testados em nossas vidas pelas emissões ou radiações que descem e sobem pelo campo psíquico.
Eu recebi, nesta hora, a visita de um adjunto de muito longe. Veio do Goiás trazendo meus documentos. Está muito doente, alzaimer, a doença que incapacita o ser humano. Esta doença é para libertar o karma fazendo esquecer até de si mesmo.
Ao chegar com tudo em suas mãos ele me entregou. Eu o reconheci já de cara.
A espiritualidade atende aos nossos pedidos para desfazer um mal entendido. Tudo isso acontece antes da última despedida.
A arrogância se transforma em humildade. A coragem em paciência e expectativa. O amor, há, o amor sobrevive além das consequências.
Então, observando a aura templária eu vi as interligações bem aqui ao redor desta casa de Seta Branca. Mundos afins e afinados com nossas missões.
Pelos olhos físicos nada acontece. É tudo terra, natureza que o homem sem dó ou piedade destrói. O homem destrói, os pássaros replantam e ela renasce das suas raízes.
No final de cada ponte há um caminho cheio de mistérios.
Eu procuro não incomodar meus irmãos e amigos se passando por melhor, mas sou muito incomodado por não compreenderem as histórias que nascem da espiritualidade.
Eu fico pensando: se são médiuns espiritistas, como disse tia Neiva, porque então desacreditam no espiritual, no espírito.
Nós somos desiguais no compromisso deste amanhecer. Cada jaguar tem ansiedade de ser alguém importante nesta obra. Não vejo simplicidade, vejo algo estranho saindo de dentro do coração.
Vejam este adjunto! Era tão orgulhoso que emitia o nome de vários templos para dizer: eu sou! Eu posso!
Tia Neiva era tão simples que viveu em sua casinha de madeira recebendo os viajantes da terra e do céu.
Aqui muitas vezes a agonia ataca nossas cabeças. Muitos espíritos chegam querendo ajudar, outros para atrapalhar. É muita confusão para os habitantes deste círculo vital. Até certo ponto é interessante, pois abre a mediunidade. É como uma escola de aprendizes de feiticeiros. Modo de falar. A evolução da consciência atravessa o neutrôm e forma grandes auréolas boreais no espaço. O grande arco-íris, Oxum-Marê, Xangô, é a ponte que se liga pelo campo vibracional.
Ninguém sabe quem passa ou passará.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
26.03.2026

Vale dos Deuses 1985
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