ALMAS NO TEMPLO

ALMAS NO TEMPLO
Hoje, templo vazio, sem pacientes físicos, poucos médiuns, mas naqueles bancos estavam lotados de almas. Todas esperando uma oportunidade de serem atendidas pelos aparas e doutrinadores.
Na abertura da corrente, Tiãozinho chegou e eu nem esperava sua presença. Os tronos começaram a pesar pelo volume de espíritos querendo passar. A única barreira era o comandante.
Foi um desafio de tolerância, amor e razão. Eles vieram testar nossa conduta espiritual.
Não tinha como abrir a mesa em favor deles porque não havia mestres suficientes.
Chegou uma hora que o cavaleiro verde interferiu na incorporação, porque era um atrás do outro. Não deixavam nem as entidades de luz descerem.
_ cadê a prece de Simiromba?
Eu estava trabalhando e já sentindo um cansaço, agora imaginem os aparás.
Foi feita a prece de Simiromba e três elevações. Tião passou com sua chalana e arrebanhou aquelas almas aflitas para encaminhá-las ao mundo dos espíritos.
Foi como se tirasse com as mãos. Harmonizou o templo.
Ficou tão leve que parecia estarmos leve fora da gravidade terrena.
Como não havia pacientes, nossos trabalhos foram encerrados após a linha de passe.
Para mim não tinha chão de tanta energia.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
28.02.2026

Vale dos Deuses 1985