POVO DE RUA
Se um jaguar não tiver firmeza ele não sai das velhas estradas.
Hoje chegou um povo das ruas atrás de uma ninfa desistente de sua missão. Ao entregar seu vestido branco aos pés de Seta Branca, os espíritos fizeram a maior algazarra. Davam tanta gargalhada que chegou a doer meus ouvidos.
Seta respeitou todos com muito amor, porém quem é da rua é difícil assumir um compromisso com sua evolução. Ela passou nos trabalhos e ao sair eles foram juntos.
Eles ainda olhavam para mim como querendo dizer: você é fraco, nós podemos muito mais.
Eu não disse nada, nem um aí. Como ela entrou, se desenvolveu, do mesmo jeito saiu.
Se um dia quiser voltar, que seja por livre espontânea vontade. Não por obrigação ou pelos outros.
Eu olhei ela indo embora: vai com Deus minha irmã.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
14.02.2026