BRANCO VELHO

BRANCO VELHO
Nós temos uma concepção meio controversa sobre muitos mentores que se apresentam como pretos velhos.
Eu estava estudando esta condição quanto pai Tomé das Almas chegou. Sorrindo e me observando foi logo esclarecendo que nem todos são da cor negra. Existe esta diferença para colocar a humildade de um povo sofrido como ilustração da verdade sobre as mentes ainda impregnadas pelo costume.
Ao mostrar as diferenças das almas, ele disse:
“Você pode no futuro ser um branco velho. A cor ainda é um simbolismo das divisões. Aqui neste mundo não usamos a cor como instrumento para apartar o conhecimento. Somos neutros, porém assumimos as cores que a terra aceita. Se dissessemos que éramos brancos velhos, muitos não iriam aceitar e criariam muitas dúvidas no coração. Temos muitas roupagens para se apresentar”.
Eu ainda estou tentando me esclarecer sobre este ponto de vista. Estou compreendendo que a evolução é um caminho que escolhemos para nosso futuro.
Aquele preto velho foi abrindo sua verdadeira face e tão logo a luz iluminou sua aura.
Espíritos de grande hierarquia que vivem acima das constelações.
Santos Anjos que assumem seus compromissos com a terra para ensinar aos homens de boa vontade a verdadeira lição do amor incondicional.
Eu faço a lição que me foi ensinada. Se todos tiverem a compreensão dos sinais: vento, nuvens, água, terra, lua, sol, etc, já seremos insubstituíveis na formação de um novo continente.
Se a doutrina veio para evoluirmos porque ainda estamos acrisolados pelos pés.
Nossos olhos ainda estão tapados pelo barro do orgulho. Não existe maior ou menor, existe somente um ator que busca para si as pérolas de um compromisso.
Quem somos nós?
Será que eu como branco vou ser um preto velho para ser aceito nesta universidade!
Não há discriminação nestas entrelinhas e sim um pouco de orientação em especial.
Muitos pretos velhos mudam suas roupagens quando em missão na terra. Tudo vai da compreensão, da necessidade e da aceitação. Imaginem um preto velho se manifestar em uma igreja com sua cor. Ou em um culto sem a roupagem que aquele povo acredita.
A diferença está em cada escolha. Se eu acreditar que o preto é branco ou o branco é preto, eu formo as imagens que assimilam a minha condição: aceito ou não aceito.
A escravidão mostrou uma face de opressão como indulgência plena ou parcial.
O sofrimento não é base para libertação ou evolução. O castigo não torna o homem melhor e muitas vezes até pior.
Vejam Pai Seta Branca, ele vem por amor não escolhendo a cor e sim o que representamos nesta escuridão mental.
A humildade é um conjunto de fatores que nos conduzem ao exercício da fé.
A pior cor é das almas enfraquecidas. Podem até ser brancas por falta de energia, porém são tão escuras quanto uma noite sem luar.
Vejam bem, não é uma cor que vai distinguir o cidadão, mas seu padrão vibratório.
Entendam, nós estamos em uma situação de aceitação, nos aceitar para poder aceitar as diferenças kármicas.
Não existe branco, negro, vermelho ou amarelo. A luz do sol é branca e mesmo assim a vemos colorida.
Nós enxergamos como queremos ver.
Se um dia aceitarmos as pessoas e os espíritos como eles são, já teremos outra condição de civilização.
Eu tive este aula como base de minha doutrina.
Somos filhos do altíssimo e brigamos pela herança transcendental.
A quem ou quem será o herdeiro?
Pensem nisso!
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
18.01.2026

Vale dos Deuses 1985