CEGUEIRA KÁRMICA

CEGUEIRA KÁRMICA
O suicídio moral é uma dor milenar porque os humanos precisam seguir líderes que vão na contra mão da verdade.
Muitos líderes não correspondem aos anseios do povo, são instrumentos das inverdades.
Enganar, fantasiar, submissão, engode, motim.
Jim Jones, líder do templo do povo, induziu 914 pessoas ao suicídio. 1978, uma data que marcou a terra e o mundo espiritual.
Foi um líder do mal, um homem doente e perseguido por suas ideias fantasiosas.
Ao passar pela barreira do tempo encontrei um homem que batia com um facão no chão. Ele já não tinha forças para gritar. Era uma dor terrível. Estava carregando suas vítimas no seu destino.
Eu não cheguei perto para não ser contaminado por sua energia suicida.
Geralmente uma pessoa que tenha problemas psíquicos encontra um meio de convencer outras a seguir suas instruções. Seriam conhecidos como falsos profetas, mas vai muito além desta formação, um assassino marcado pela história.
É uma doença hereditária, cobranças de suas ações pelas reencarnações.
A história tem guardado em suas entrelinhas o movimento de muitos líderes, governantes, políticos, que tinham carisma de induzir ao suicídio moral. O principal problema é que eles encontravam na fraqueza humana um meio de promover suas ordens. Um líder não chega dando ordens de imediato, ele vai estudando como controlar o sistema. É um caso psiquiátrico e espiritual.
Doença degenerativa da sociedade.
Este espírito foi caminhando batendo o facão no chão para me chamar atenção. Eu fui atrás e cheguei onde tudo aconteceu. Guiana, fronteira da vida e da morte. Os mortinhos ainda estão presos pela força do seu líder. Jim Jones ainda coordena este mundo de sofrimento inesquecível que a história já esqueceu, mas não os que desencarnaram.
É uma colônia de seguidores que aceitaram a morte, outros não, e foram mortos. Crianças, mulheres, homens condenados por um só doente mental.
O local estava coberto pela vegetação como se a terra quisesse esconder este caso. A terra esquece, mas os espíritos jamais.
Um povo cego é muito fácil manobrar suas mentes. Geralmente são pessoas que têm o dom de falar, de impor, de contradizer os pensamentos. Gesticulam quando falam para aliciar seguidores que têm dependência psicológica. São fracos moralmente.
Eu tenho acompanhado cada caso em minha missão. Eu não posso aliciar as mentes porque é muito fácil dominar as faculdades mediúnicas.
Impor desejos, matar a esperança, sacrificar desejos. Tudo isso faz parte de um processo degenerativo.
Todo líder tem que ter autocontrole de suas palavras, suas ações e seu comportamento.
Liderar um povo é como ser um pai, uma mãe, um profeta escolhido para uma missão. Não é para escravizar, é para libertar.
A nossa história é rica em conteúdos marcados a ferro em brasa. Desde que a terra se formou existiu a liderança. Umas para o bem, outras para o mal.
Eu não conversei com este líder. Seus seguidores queriam sua cabeça. Tamanha monstruosidade este acontecimento. Aqueles espíritos querem vingança, querem a sua morte, mesmo ele já estando morto.
Eu nem sabia como agir. Situação embaraçosa.
Como retirar 914 espíritos de uma floresta. Marquei caminho para a estrela candente chegar até este mundo. Apesar de ser uma missão integralizadora, o respeito pelas vítimas é essencial. Eles foram induzidos à morte.
O problema está na não aceitação da morte. Não conseguem sair porque o suicida é marcado pelo destino. Um suicida sempre será um suicida. É uma chaga espiritual.
É a pior morte que um espírito encarnado pode ter.
Liderar sem conhecer é o mesmo que um cego carregar outro cego.
Aqui nesta missão do amanhecer temos muitos exemplos da submissão hierárquica.
Vendo estes acontecimentos eu tenho reagido em conformidade com as instruções dos mentores. Deus, Pai e Espírito Santo.
Ninguém aqui é meu prisioneiro. Todos são livres para ir e vir sempre mantendo respeito para serem respeitados. Eu não posso restringir ninguém pelo meu desejo. A evolução é para todos. Quem quiser seguir o roteiro deixado pela clarividente é só folhear suas instruções.
Esta sim foi uma grande líder que respeitou seus seguidores sem nunca ter forçado alguém a segui-la.
O que acontece neste mundo sacerdotal é que poucos entendem sobre liderança.
“Pessoas erradas em lugares certos ou pessoas certas em lugares errados”.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
11.01.2026

Vale dos Deuses 1985