VOVÓ CAMBINA DAS CACHOEIRAS

VOVÓ CAMBINA DAS CACHOEIRAS
Era uma enorme cachoeira chorando sua força na terra. Eu escutei ao longe este poder. Aceitei o convite.
Minha querida vozinha das cachoeiras, uma preta velha tão carinhosa. Fui lavado. Meu espírito recebeu cada gotícula de água desta força poderosa.
Ela com muita habilidade passava suas humildes mãos na minha aura como se estivesse desimpregnando a crosta vibracional.
Nós, médiuns, recebemos as descargas magnéticas dos pensamentos que muitas vezes nem conhecemos o emissor. É o equilíbrio mental para deixar a balança sem pender para um lado.
Esta vozinha ia descarregando minha dificuldade emocional para receber o caminho que nos leva a Deus.
_ Meu filho tem muita coragem! Ninguém faz o seu trabalho! Teu roteiro é esclarecer os menos esclarecidos! É mostrar o que os cegos não enxergam! Seta Branca tem muito orgulho de sua jornada! Poucos, meu filho, estão preparados para saber a verdade! Assim como muitos missionários estão tendo suas cobranças para desistir da luz! Você também está sendo testado! A escuridão, meu filho, tapará o sol interior e será um Deus que nos acuda! Lembre -se da arca, poucos serão escolhidos!
_Salve Deus!
Eu ouvia está aula e me recuperava das vibrações. Muitas vezes o cansaço espiritual nos faz repensar se vale a pena ser instrutor de uma recuperação kármica.
Aqui na terra as pessoas não estão aptas ao diálogo e sempre partem para agressões tentando matar quem não lhes é favorável. Eu sempre lembro de Jesus: por mais que ele ensinasse, curasse, mostrasse a verdade, ainda assim foi crucificado. Mesmo os médiuns que deveriam se unir para transformar são os que mais julgam seus semelhantes.
Acabam sofrendo as agruras do seu destino. Não é Deus quem castiga, mas as suas próprias falhas.
Enquanto eu recebia este banho sagrado eu ouvia os conselhos dos velhos nagôs. Ninguém conhece os espíritos como eles são na realidade.
Quando Jesus separou os planos ele disse: eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao pai senão por mim. Os espíritos das velhas tradições, velhas estradas, não aceitaram e ali começou uma revolução espiritual. A revolta deles foi de terem perdido a terra de vista. Ainda tem legiões de soldados que não aceitam Jesus e criaram os mundos negros. Imperadores, religiosos, reis e rainhas se passando por entidades de luz. Em verdade, se falar em nome de Jesus eles logo entram em guerra.
Muitas entidades ainda estão evoluindo. Quando chega um mentor de outra linha nós o entregamos ao congá de sua representação. Ele vai receber as instruções dos velhos sábios, antigos espíritos que passaram por todas as provações. Somente assim ele vai poder trabalhar no amanhecer. Enquanto o médium está tendo aulas, o seu mentor também está recebendo. Somente assim as coisas funcionam. Quando há dificuldade do mentor aceitar esta participação, outro mentor designado assume provisoriamente a tutela do medium.
Assim na terra como no céu. A falta de diálogo, a falta de esclarecimento traz consequências desastrosas para este mundo atormentado.
As guerras são exemplos de como nós pensamos. Existe outra guerra silenciosa, a batalha mental. Seta Branca disse: deveriam ensinar aos homens a se libertarem dos seus pensamentos.
Esta é a pior guerra de todas, é você receber uma descarga mental sem saber de onde veio e quem emitiu.
Os bons médiuns são aqueles que se debruçam sobre o aledá sem proselitismo de se tornarem santos. Santíssima trindade.
Pai, filho, espírito santo.
Nós viemos de um mundo muito evoluído e trazemos no sol interior as referências astrais de quem somos. Uns vão na frente, outros vêm atrás.
A eterna balança dos astros a emitir na individualidade o conhecimento científico espiritual.
Ser médium quer dizer, ser medianeiro. É ser a ponte que liga dois mundos. Se você vive somente as noites escuras, não espere que a luz vá clarear sua estrada.
Que todos saibam dialogar. Sem diálogo, as guerras começam. Sem tolerância os seres se tornam brutos. Sem humildade para aceitar as diferenças, nos tornamos tiranos. Sem amor, o ódio toma conta.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
24.12 2025

Vale dos Deuses 1985