A MORTE DE UM INOCENTE
Quem vai pagar pela morte. Quem vai pagar pela vida.
Eu estive em uma masmorra feita dentro de uma montanha. Não tinha janelas, somente pedras moldadas manualmente.
Lá dentro estavam os prisioneiros da sociedade endividados com suas leis.
Minha missão era um homem que foi condenado injustamente pelos seus inimigos de outrora que se sentaram no poder.
O único prisioneiro a estar de branco, pois os outros eram cor laranja. Era para identificar sua presença naquele mundo negro.
Estive conversando com ele. Ele foi jurado de morte pelos seus inimigos só porque foi verdadeiro em suas opiniões, palavras e ações.
Foi muito tenso estar ali fazendo companhia para não abandoná-lo. Eu, no meu íntimo, comparava a Jesus quando foi entregue pelos seus legítimos irmãos ao cárcere antes de sua partida.
Meu Deus! Gritava em meu coração. Quanta maldade ainda nestes corações que se dizem serem os salvadores da verdade. A verdade é uma mentira contada a mil vozes.
_ não desista meu irmão! Não desista desta vida!
Com muito respeito eu acolhi suas lágrimas e suas súplicas retirando a dor do seu pensamento. A morte não tem voz. Um dia seus algozes serão julgados pelo que fizeram.
Este lugar era uma prisão conhecida pela morte dos inocentes. Quem ali entrava nunca mais era visto. Sumia da face terrena.
Foi muito triste.
_ Este homem é inocente!
Gritava eu fazendo eco no subterrâneo.
Consegui subir nesta montanha e uma cidade revelou-se ao longe. Foi uma vista muito linda. Era uma paisagem surreal de tranquilidade e paz.
A injustiça da justiça. Deram poder aos homens que são os carrascos do tempo. Os verdugos de uma dinastia folheada de inverdades.
Fiz a minha parte. Fui levar gratidão a um filho de Deus.
Naquele período de trevas espirituais eu vi muitos prisioneiros tentando sobreviver neste mundo de dor. Muitos que ali estavam eram os rejeitados da sociedade. Era mais fácil prender a que ajudar dando oportunidades de salvação. Eram somente vítimas de um sistema irracional.
Este prisioneiro era um irmão que se colocou na contra mão de um sistema sujo e perigoso. Politicamente um alvo que mostrou a verdade.
Eu espalhei a verdade sobre este irmão neste lugar. Ele foi marcado pela morte.
Os seus algozes vão pagar um alto preço pelas suas ações.
Geralmente não nesta encarnação, mas em outras vidas.
Ao voltar eu deixei minha compreensão em forma de energia.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
17.11.2025