MATAS FRONDOSAS
Havia dentro desta mata uma cidade diferente. Era de uma tribo indígena que viviam em paz.
Eu estava de branquinho e tinha a missão para não deixar acontecer uma violência contra uma mulher. Eu estava do outro lado e tinha que cruzar aquele mundo até chegar na tenda desta india. Muitas crianças correndo de um lado para outro. Ao passar por uma mãe e sua filha elas estavam se pintando com tinta de urucum. Até eu fui atingido por gotas no uniforme ao passar pela criança que brincava com a tinta.
Olhei para meus ombros todo pigmentado de vermelho.
Fui embora. Eu tinha que chegar para avisar do desencontro que iria acontecer.
Naquela grande aldeia eles vivem com a proteção de Tupã, Deus das matas, das águas e do trovão. É o Deus deste povo.
Como disse Jesus: “na casa do meu pai existem muitas moradas”. E esta daqui é uma delas.
Olhando até onde meus olhos podiam ver eu pisei firme neste chão para sentir as vibrações que subiam pelos pés. Eletrizante, diferente, chocante.
Ao chegar na tenda a india não estava. Eu me sentei para esperar quando o autor da violência foi chegando em silêncio. Com meus ouvidos aguçados eu esperei a hora fatídica para evitar um estupro. Este homem não pertencia a esta tribo e já fazia dias que ele estava na espreita. Esta tenda estava fora dos arredores da aldeia e por isso estava desprotegida.
Caiapó, meu grande irmão, tem me ajudado muito aqui no templo. Eu autorizei sua tribo a permanece no etérico plano das matas ao redor da casa de Seta Branca. Desde muito cedo, crianca, eu mantinha contato com esta tribo. Sabem quando criança a gente tem os amigos invisíveis. Os adultos não acreditam quando não percebem as anomalias de um mundo diferente.
Eu gostava de viver nas matas. Cacique Caiapó sempre me protegendo dos perigos. Ao sair das matas eu olhava para trás. Eles não podiam sair de lá. Ficavam na margem que separava os dois planos.
Muitas coisas eu não entendia e só hoje eu tive a prova dos sete. Setenta vezes sete.
Assim como aquele casal desencarnado se apresentou para tia Neiva aura de uma jovem como sendo de sua família. _ Neiva! Não temos luz ainda, mas estamos aqui para ajudar no desenvolvimento para abrir as auras dos novos mediuns!
Tia achou muito bacana a atitude deste casal, porque quem iria emplacar era sua filha ninfa, deste amanhecer.
Tudo pode acontecer quando deixamos o amor impregnar nosso coração.
A vida não é somente terra. Quando nós partirmos daqui será que iremos ter o que deixamos. O problema é a materialização dos vivos que recebem os mortos em sonhos e ainda duvidam de suas verdades.
Consegui impedir um crime espiritual. Os bandidos do espaço estavam rondando e caçando novas vítimas. São espíritos sem procedência e vivem às margens das leis de Deus. Um perigo para os inocentes.
Voltei. Deixei meu rastro neste mundo como indicando o caminho desta casa do amanhecer. O grande Cacique Seta Branca confia muito em seus filhos que trocaram suas vestimentas empoeiradas para se revestirem de luz: o homem luz do terceiro milênio.
No mundo físico ainda sobrevivemos as intempéries de nossas decisões.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
26.07.2025
Imaginem quando chegarem a 2925.
