ATUALIZAÇÃO
No começo tudo é mil maravilhas. A descoberta de novos desafios, de novos conceitos, de coisas que até então eram mantidas no anonimato.
Chegando no templo, o espírito já estava lá. Era um homem que estava vibrando em mim. Como posso dizer: em mil pensamentos a gente pesca um.
Não sei explicar o motivo de tanta aproximação ou necessidade.
O trabalho, hoje, foi cabalístico. Vocês sabem o que seja uma cabala pelos ensinamentos de Koatay 108.
Ao abrir a via sagrada tudo se renovou com a chegada da chalana. Tião não incorporou, mas ficou de honra e guarda na invocação das forças.
Ele permaneceu no oráculo de Simiromba.
Dali ele comandava a abertura dos porões da chalana.
Porões, precisamente, é onde os espíritos são alojados para seguirem para outras dimensões ou para a estrela candente, desintegração.
Houve um cruzamento de forças. Cada apara representou uma linha doutrinária. Como as correntes não se cruzam mas se fortalecem pelo elo de ligação, o templo recebeu a projeção do Reino Central.
Vamos dizer assim: da cabala para o radar, do radar para a cabala. Era um vórtice energético tão puro que limpou o solo sagrado das infiltrações, das impurezas.
Uma nuvem branca tipo fumaça subiu do chão. Não era defumador que abrandou o ambiente, pois para atingir este estágio era preciso queimar muita mescla
Os nagôs abriram os congás com as princesas emitindo seus cantos de sereias.
Foi uma festa, a festa dos deuses.
Ao encerrar a contagem, Tião empacotou toda aquela corrente negativa e despachou para a chalana. Um aceno de despedida.
Os nagôs encerraram suas presenças e fecharam os congás ao subirem.
A paz voltou a reinar no povo de Seta Branca.
Assim dentro das escrituras vemos que Jesus não tinha povo, mas seguidores. Era um líder que já naquele tempo alterou o calendário oficial. Antes e depois do Cristo. Velhas e novas estradas.
Graças a Deus recebemos o que fomos buscar.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
23.09.2026

