FALÊNCIA ESPIRITUAL
Como se diz: nem só de pão vive o homem.
Nesta passagem eu não creio que o homem viva sem o pão de cada dia. Muitas vezes o status material cria diferenças nos vivos que precisam mostrar suas preferências na materialização dos desejos. Esquecem, todos, que sem o pão nosso não há como sustentar a vida. O resto é supérfluo.
Eu me comparo aqui na terra e por onde passo no mundo espiritual. São dois pontos de vista altamente diferentes.
Eu me desloquei do meu físico e estava aqui ajudando a consertar onde os espíritos vão ficar. Eles não tinham nada a oferecer. Tinham somente as suas vidas que Deus lhes concedeu. Vieram de muito longe em busca do Maná.
Príncipe Canaã os trouxe para concentrar em solo sagrado tudo que o criador ofereceu ao seu povo. A terra prometida fica onde teus pensamentos estiverem.
Os espíritos chegaram com tanta fome e sede que naquele momento eu não estava preparado para atender. Foi uma correria que nossa.
Eu não parei a madrugada toda no atendimento.
Cada templo edificado na terra é uma casa de Deus. Não é por orgulho ou vaidade que uma casa de Seta Branca existe, mas é uma jura transcendental do comando maior para preparar a terra para a transição. Foi como a construção da barca. Ela salvou as espécies escolhidas que seguiriam o reinício da vida.
Eu estava empenhado para ajeitar tudo, mas os espíritos tinham pressa. Eles queriam o pão da vida.
Me lembrei de Jesus quando alimentou a multidão. Eu pedi ajuda e logo veio. O Maná desceu para todos.
Eu olhava aquele alimento que parecia polenta. No meu modo de ver. Era uma massa amarelada que eles comiam com as mãos.
Uma tribo matando a fome. Mas como iriam matar a sede. Eu parei para pensar o que virá após o Maná.
Olhando para aquele céu alguns clarões iluminavam o firmamento. Pensei, vai chover. A atmosfera ficou pesada e os ventos de Aruanda sopraram a chuva para cá. Aí está a água da vida. Foi como se o povo das águas chegassem para matar a sede e fazer a limpeza dos espíritos. Observei que os relâmpagos sem trovão atravessam o neutrôm.
Não é hora de parar. Meu eu interior me chamou na razão.
O que eu queria era me sentar para estudar os efeitos climáticos e espirituais daquele mundo. Um não vive sem o outro.
Não há corpo físico sem espírito. Talvez criem os humanóides que vão povoar neste terceiro milênio.
O que se apresentou neste caminho é que nós deixamos de alimentar nossos espíritos pensando somente pela terra. Um espírito sem conhecimento é muito pobre. O conhecimento é a evolução.
Unir os dois caminhos trás a evolução e revolução da consciência. Não vivam somente por viver. Vão buscar a luz de Jesus.
Na terra constroem castelos com altas paredes para impedir que outros vejam e guardam os seus tesouros enterrados pelo medo de serem roubados. Partem com seus pés presos à terra. Nem sobem e nem descem.
Lusco-fusco.
Observei uma criança, menina, saboreando o Maná. Seus cabelos despenteados como se nunca tivesse se banhado. Cabeça baixa.
O que Deus quer de nós que juramos uma missão?
Juramos servir e não para ser servido.
O desequilíbrio emocional está preso à necessidade do material.
Assim eu continuei trabalhando para arrumar a casa de Deus. Como diz nas escrituras: Deus tem muitas moradas.
Eu não sou diferente dos demais. Eu acho que o conhecimento é uma armadilha para os incautos. Se aprendeu o certo, então porque faz o errado.
Assim caminha a humanidade. Não se pode tomar o que não lhe pertence.
Salve Deus!
Adjunto Apurê
An/Un
23.09.2026

